Para recebermos perdão

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. – Mateus 6:12,14-15

Jesus, ao ensinar seus discípulos (e nós, como um dos tais) a orar, coloca ênfase no perdão, perdão que se pede e perdão que se dá.

Ora, a primeira coisa que Ele ensina é que a medida do perdão que pedimos é a medida do perdão que concedemos, nem mais, porque não merecemos, nem menos porque também não somos tão generosos, convenhamos.

Deus não espera de nós perfeição ou santidade absoluta (nesta vida pelo menos), embora espere que reconheçamos que a mesma condição de pecadores que temos e somos também alcança nosso próximo, e por isso ele é tão merecedor do nosso perdão como nós somos do perdão de Deus, ou seja, não é (como não somos), mas ainda assim devemos estender a nossa mão de perdão para ele como Deus também o faz para conosco.

Então somos apresentados a uma condição para termos os nossos pecados perdoados: perdoarmos a quem nos ofendeu. Simples assim.

Na verdade, Deus está sempre disposto a nos perdoar, sempre que pedirmos perdão com um coração quebrantado e arrependido, e uma das coisas que demonstra cabalmente o estado sincero de arrependimento é justamente o fato de termos perdoado a quem nos ofende, por que quem é aquele que nunca teve alguém nesta condição, alguém que nunca passou por isso, de ser ofendido, de guardar uma certa mágoa ou ressentimento?

O perdão de Deus está disponível atrás da porta que se encontra fechada com chave, mas curiosamente a chave está na nossa mão, e a chave é o perdão.

Será que não passamos tempo demais com a porta fechada sem perceber a chave que está perto, ao nosso alcance?

Pense nisso hoje, a quem será que tenho negado o perdão, de quem tenho guardado mágoa ou ressentimento mesmo a pessoa tendo vindo pedir o meu perdão, será que sou mesmo tão importante assim que posso negar o perdão a alguém que me ofendeu?

A minha oração hoje é para que reconheçamos a nossa própria necessidade de perdão, a nossa própria fraqueza perante um Deus que, sendo santo, estende a nós a sua mão de graça e bondade, e somente espera de nós essa reciprocidade em direção daqueles que também precisam, e, portanto aprendamos a dispensar também esse perdão a quem nos tem ofendido.

Deus nos abençoe.

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Para não julgarmos

Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.
Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu?
Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. – Mateus 7:1-5

Infelizmente vivemos numa sociedade onde somos constantemente julgados, seja pela nossa aparência, se somos bonitos ou feios, altos ou baixos, magros ou gordos, se nos vestimos dessa ou daquela maneira, usando roupas da moda ou não, se estamos de acordo com aquilo que o grupo no qual queremos ser aceitos considera como “legal”, “bacana”, se possuímos um bom emprego, um carro, uma casa, se temos estudo…

Tudo é razão para olharmos uns para os outros e apontarmos o dedo, especialmente quando erramos e caímos, logo aparecem muitas pessoas para acusar, para atirar pedra, mas nessas horas parece que até os poucos amigos que achamos que temos fugiram, e não estão lá para nos apoiar e ajudar a levantar.

Hoje eu gostaria de ler com você três histórias que se passaram na vida de Jesus, e através de algumas simples perguntas, convidar vocês a refletir sobre uma lição que Jesus nos deixou através de seu próprio exemplo.

A primeira história se encontra narrada na Bíblia em Mateus 9:9-13.

Passando por ali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: “Siga-me”. Mateus levantou-se e o seguiu.
Estando Jesus em casa, foram comer com ele e seus discípulos muitos publicanos e “pecadores”.
Vendo isso, os fariseus perguntaram aos discípulos dele: “Por que o mestre de vocês come com publicanos e ‘pecadores’? ”
Ouvindo isso, Jesus disse: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.
Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’. Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores”. – Mateus 9:9-13

Essa história narra como Jesus convidou Mateus para ser seu discípulo.

Só pra gente entender um pouco o contexto, Mateus era um cobrador de impostos.

Ora, se hoje ninguém gosta de alguém que cobre impostos, porque, convenhamos, ninguém gosta de pagar impostos, ainda mais sabendo que muitos dos fiscais que trabalham com cobrança e fiscalização são corruptos, e só cobram daqueles que são honestos, já que os desonestos costumam “molhar sua mão”, imaginem se os fiscais fossem de um governo estrangeiro que está dominando seu país, ou seja, se os impostos que você tem pago a contragosto estão indo beneficiar não você, sua família, seus vizinhos, seu país, mas outro país?

Os cobradores de impostos na época de Jesus eram assim, corruptos e considerados traidores da pátria, então imaginem como a população tinha desprezo e odiava quem realizava essa função?

Veja que nessa história, o texto fala de “publicanos” – esse era o nome da função de cobrador de impostos no império romano – e pecadores, como se publicano fosse uma espécie diferente de pecador, um super-pecador, por assim dizer, alguém tão desprezível que merecia uma categoria própria de classificação.

Em Lucas 19 temos a história de outro homem que também era cobrador de impostos, o nome dele era Zaqueu, e Lucas descreve esse homem como muito rico, mas cujas únicas amizades eram de outros cobradores de impostos como ele, já que a população de sua cidade tinha desprezo por ele e lhe tratava como um inimigo.

E, no entanto, Jesus foi comer justamente com essas pessoas.

A pergunta que eu gostaria que a gente refletisse nessa primeira história então é a seguinte: será que você já foi julgado por algo que você faz, pelo tipo de trabalho que tem, será que quando as pessoas olham para você, mesmo sem conhecer quem você realmente é elas lhe apontam o dedo e dizem coisas que muitas vezes não é verdade, e mesmo que seja não é tudo que você é?

A segunda história que iremos refletir hoje está no livro de João, capítulo 9, versos 1-7.

Ao passar, Jesus viu um cego de nascença.
Seus discípulos lhe perguntaram: “Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?”
Disse Jesus: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.
Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar.
Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”.
Tendo dito isso, ele cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do homem.
Então lhe disse: “Vá lavar-se no tanque de Siloé” (que significa Enviado). O homem foi, lavou-se e voltou vendo. – João 9:1-7

Nessa segunda história, temos Jesus encontrando uma pessoa com uma deficiência física, um homem cego.

Ora, se hoje, com a tecnologia que nós temos, e escolas, e apoio em geral da sociedade de maneira a incluir e tornar produtivas e aceitas as pessoas com deficiência, ainda assim essas pessoas têm muitas dificuldades, imaginem na época de Jesus onde não havia nada disso.

Agora para piorar, naquela época as pessoas acreditavam que uma deficiência física ou uma doença grave era sinal de que a pessoa tinha sido castigada por Deus por causa de algum pecado sério que ela mesma ou seus pais tinham cometido, ou seja, a sociedade via aquelas pessoas que já experimentavam todo tipo de constrangimento e limitação, muitas vezes sem conseguir trabalhar e tendo que depender completamente de sua família, chegando ao ponto de pedir esmola para ter o que comer, como pessoas amaldiçoadas por Deus.

Imaginem isso!?

E, no entanto, Jesus diz que não é assim, Jesus toca os olhos daquele cego e o cura de sua deficiência.

Em Mateus 9:27-31 temos a história de dois outros cegos que Jesus também toca em seus olhos para que também pudessem ver.

A pergunta que gostaria que refletíssemos nessa segunda história é a seguinte: será que você já se sentiu menosprezado por algo no seu corpo, não precisa ser necessariamente uma deficiência, mas algo que te deixa com vergonha, constrangido, algo que as pessoas podem rir de você, ou mesmo ter uma “peninha” que na verdade também não ajuda em nada a sua dor? Pior, algo que alguém pode dizer que é culpa sua, ou até castigo de Deus em sua vida por algo que você não fez, mas que eles pensam que sim?

A terceira história que temos para refletir hoje está narrada em Lucas 7:36-39:

Convidado por um dos fariseus para jantar, Jesus foi à casa dele e reclinou-se à mesa.
Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma ‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com as suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume.
Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: “Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’ “. – Lucas 7:36-39

Essa história fala que Jesus foi jantar na casa de um fariseu. Os fariseus eram um grupo religioso que era muito radical em suas crenças e práticas religiosas, pessoas que colocavam sua religião acima de tudo e de todos, um grupo que frequentemente discutia com / e perseguia Jesus, e que foi diretamente responsável pela sua morte.

Nessa história temos outra personagem, uma mulher sem nome descrita apenas como “pecadora”. Perceba bem, a Bíblia não fala exatamente qual era o pecado dessa mulher, apenas que era tão público e notório, era algo tão escandaloso que ela não era mais conhecida por seu nome, mas pelo pecado que havia cometido ou praticado.

Agora vamos nos colocar por um momento no lugar dessa mulher. Será que temos algo em nossas vidas que fizemos de errado no passado, reconhecemos que foi errado, aquilo marcou a nossa vida gerando traumas que carregamos até hoje e que infelizmente as pessoas não conseguem mais olhar para nós como outra pessoa normal, mas como “a pecadora”, ou seja, a nossa história é quem nos define e não quem de fato somos?

Veja que o fariseu, uma espécie de líder religioso, chegou a duvidar de Jesus, dele ser um profeta, porque Jesus permitiu que a mulher considerada pecadora, de má fama, tocasse nEle, e aqui cabe um parêntese, de que os fariseus, em sua religiosidade, faziam coisas tão exageradas que nem a própria lei de Moisés mandava fazer, e, por outro lado, não conseguiam entender que Deus, mesmo por meio do rigor da lei, agia com graça em favor das pessoas, e não massacrava nem repudiava, nem afastava as pessoas como aqueles homens faziam. Eles, de fato, estavam mais preocupados com sua reputação se as pessoas da sociedade vissem aquela pessoa de má-fama tendo contato com eles do que em ajudá-la a vencer seus traumas e deixar para trás seu passado de vergonha.

Mas Jesus não teve vergonha dela, nem se preocupou com o que as pessoas iriam falar dele por causa daquela mulher.

A pergunta que temos, então, para refletir é a seguinte: será que você carrega traumas do passado que não consegue superar, coisas que fizeram com que as pessoas se afastassem de você e não queressem mais contato, não confiassem mais em você, algo que você já mudou, mas que continua afetando a maneira como as pessoas olham pra você e pensam a seu respeito? Será que, por outro lado, você não tem sido como um daqueles religiosos e apontado o dedo na cara das pessoas, afastando-as, ao invés de acolhendo-as, ajudando a mantê-las naquela situação de abandono e condenação ao invés de ajuda-las a mudar de vida e de construir uma nova história para elas?

Essas três histórias nos ensinam uma importante lição a respeito de Jesus, que Ele, sendo Deus, escolheu ser como um de nós, uma pessoa comum, e de todos os lugares onde ele poderia nascer, nasceu em um estábulo de animais sem higiene, filho de pessoas pobres, um carpinteiro e sua jovem esposa, viveu em uma região afastada dos grandes centros, que era Nazaré, e fez questão de andar com as pessoas que a sociedade julgava serem ninguém, não terem importância, pessoas que a religião dizia que você não podia tocar, que as convenções sociais diziam que você não poderia conversar ou se relacionar.

Jesus, então, toca em quem ninguém tem coragem de tocar, ele abraça os feridos de alma e afirma que para Ele nós somos importantes, Ele faz e vai além do que a religião diz que a gente pode ir ou fazer, Ele mesmo que foi rejeitado decide acolher os rejeitados e nos manda fazer o mesmo.

Esse é o mesmo Jesus de ontem, que restabeleceu dignidade àquela mulher pecadora, que deu vista aos cegos e operou muitos milagres, aquele que não teve preconceito de se relacionar com todos, andar com todos, falar e tocar a todos quantos queriam e precisavam de seu toque, de sua companhia, o mesmo Jesus que hoje quer fazer o mesmo por mim e por você, nós que temos tantos preconceitos, que julgamos tanto as pessoas mesmo sendo também vítimas muitas vezes do olhar e do dedo acusador de alguém. Ele está conosco e nos diz: parem de julgar, parem de condenar, comecem agora mesmo a ajudar, a animar, a levantar; e também nos diz quando estamos fracos e caídos que estará sempre conosco todos os dias, nos dando força para prosseguir na caminhada.

Nós podemos voltar pras nossas casas refletindo nessas três perguntas que eu fiz essa noite:

1.                       Será que quando as pessoas olham para você, mesmo sem conhecer quem você realmente é, elas lhe apontam o dedo e lhe julgam? Ou será que você tem feito isso com relação a outras pessoas?

2.                       Será que você já se sentiu menosprezado por algo que te deixa com vergonha, algo que alguém pode dizer que é culpa sua, ou até castigo de Deus em sua vida por algo que você não fez, mas que eles pensam que sim? Ou será que você fez alguém se sentir assim?

3.                       Será que você tem estado preso ao seu passado e se deixado definir por sua história até agora? Ou será que você tem apontado o dedo na cara das pessoas, ao invés de ajuda-las a mudar de vida e de construir uma nova história para elas?

E a lição que aprendemos com Jesus, que pode nos ajudar a refletir nessas perguntas é para sermos menos preconceituosos com relação às pessoas, deixando de julgá-las mas oferecendo a mão para ajudá-las, caminhando com elas, de modo a levá-las cada vez mais para perto de Deus, e ajudando-as a mudar de vida, para uma vida melhor com Deus, com Jesus.

Deus nos abençoe.

Histórias parecidas, encontros com Jesus, resultados diferentes

Jesus utilizava muito parábolas para ensinar a respeito dos valores do Reino de Deus. Parábolas são como fábulas, estórias com uma moral, um ensinamento central.

Hoje, no entanto, vamos ver duas histórias que realmente aconteceram, não foram fábulas, não foram parábolas, mas como dois homens realmente tiveram um encontro com o Senhor, dois homens com histórias de vida muito parecidas em alguns aspectos, mas que saíram de seus respectivos encontros com Jesus de maneira bem diferente.

A primeira história que iremos ver é a do jovem rico, uma pessoa cujo nome não é mencionado na Bíblia, mas que se encontra narrada em Mateus 19:16-24.

E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?
E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.
Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?
Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.
E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.
Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.
E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. – Mateus 19:16-24

Desse primeiro encontro, podemos tirar ao menos duas lições:

  1. O jovem queria fazer algo para conseguir a vida eterna. Ele seguia a lógica do mérito, do esforço pessoal, como ele havia conquistado tudo na vida com base nessa lógica, supôs que a vida espiritual seguiria a mesma lógica de “faça isso” ou “não faça aquilo” e “estamos conversados”, que é a lógica de muitas religiões mas NÃO é a lógica de Jesus nem do cristianismo.
  2. O jovem acreditava que com bajulação (“bom mestre”) e arrogância (“tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade”) poderia conseguir algum favor, como ele provavelmente estava acostumado a fazer com tudo na vida, mas Cristo o repreende mostrando a real intenção do seu coração, o que era realmente importante em sua vida: os bens materiais, o apego que ele tinha por suas riquezas, e não uma devoção sincera a Deus nem uma vontade genuína de seguir a Jesus.

A segundo história que iremos ver é a de um homem rico chamado Zaqueu, um cobrador de impostos para o império romano, que dominava Israel na época de Jesus, como um fiscal da receita nos dias de hoje, considerado um traidor da nação por exercer essa função em prol do império dominante, um pária da sociedade, excluído dos círculos sociais, mal visto, com a fama que um político ou funcionário público corruptos poderiam ter hoje. Sua história é narrada em Lucas 19:1-10.

E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.
E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico.
E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.
E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali.
E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.
E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente.
E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.
E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.
E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão.
Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. – Lucas 19:1-10

Desse segundo encontro, podemos tirar outras duas lições:

  1. Jesus não tem preconceitos. De fato, a Palavra de Deus nos diz que Ele não faz acepção  (distinção) de pessoas (Romanos 2:11). Ele veio buscar ricos e pobres, seja quem for, desde que reconheça que precisa e depende dele. Este é o sinal, reconhecer-se pecador, doente, sujo, maltrapilho. Como o Mestre mesmo falou, Ele não veio buscar os sadios, os justos, mas pecadores ao arrependimento (Lucas 5:31,32).
  2. O coração de Zaqueu, antes corrupto e ganancioso, tornou-se generoso, mostrando a transformação que Jesus operou em sua vida. Enquanto o jovem rico tinha um coração egoísta e mesquinho e preferiu permanecer assim, Zaqueu bastou conhecer Jesus para reconhecer que sua riqueza não valia nada quando comparada ao eterno, àquilo que as riquezas não podem comprar, como saúde, paz, alegria, tranquilidade, companheirismo, amigos de verdade, respeito e admiração etc.

Vimos, portanto, duas pessoas com histórias parecidas, homens com muito dinheiro, bens, que tiveram encontros com Jesus, mas que saíram desses encontros de maneira bem diferente um do outro: enquanto um (Zaqueu) saiu transformado, feliz, o outro (o jovem rico) saiu transtornado, triste, pois não conseguiu abrir mão daquilo que ele considerava mais importante em sua vida (as riquezas) por amor a Jesus.

Como lições finais da diferença entre essas duas histórias e dois encontros temos:

  1. O homem verdadeiramente rico é aquele que reconhece que suas riquezas, poder, bens, influência, fama etc. não fazem dele uma pessoa melhor ou superior aos outros, nem põe a sua confiança nessas coisas, mas em Deus.
  2. Os ricos também precisam de salvação. É muito “fácil” entendermos porque nós, “reles mortais”, precisamos de Jesus, já que Ele nos dá paz, alegria, saúde, e supre as nossas necessidades, mas muitos ricos acreditam que não precisam de nada, que tudo que eles precisarem, eles mesmos irão comprar e não será Deus quem irá suprir ou providenciar. Só que eles estão enganados, pois ricos também têm carências, frustrações, problemas emocionais e familiares, vivem estressados e só a paz de Jesus pode evitar que vejam seus relacionamentos familiares destruídos ou mesmo tirem suas próprias vidas, como é muito comum em países onde a maior parte da população é rica e diz “não precisar de Deus, de Jesus”.

Revisitando as lições e os textos acima, minha oração hoje é para que Deus nos ajude a nos despirmos de todo preconceito quando ouvirmos e pregarmos o amor de Deus, que é para todos, afinal todos precisam de Deus, entendendo ainda que não podemos colocar nossa confiança e nossa força em riquezas materiais, ou mesmo em outros atributos que porventura consideremos como qualidades ou virtudes pessoais (ex.: podemos não ser ricos, mas confiarmos em nossa força física, beleza estética, conquistas acadêmicas ou profissionais etc.), e sim em Deus, que verdadeiramente é a nossa força e sustento, em quem podemos depender e confiar em tudo, em todas as horas.

Deus nos abençoe.

Perseverança, compromisso e prioridade

E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. – Lucas 9:62

Essa fala de Jesus é a culminação de uma história em que muitos parecem se comprometer com Cristo mas na verdade têm só o impulso inicial, e depois param pelo caminho.

De fato, muitas das histórias que se passaram com o Senhor, ou mesmo que Ele contou, falam da perseverança que todo crente salvo deve vivenciar, como bem lembramos da parábola do semeador (Mateus 13), cujas espécies de terrenos demonstram que tipo de coração possuímos: 1) um coração que não entende a palavra de Deus semeada em nossa vida (semente caída à beira do caminho); 2) um coração que recebe a Palavra com alegria mas não desenvolve perseverança, fraquejando ao primeiro sinal de perseguição (semente plantada em meio às pedras); 3) um coração que recebe a Palavra, e a permite até brotar, mas não consegue produzir frutos, por causa da quantidade de coisas que coloca como prioridade em sua vida na frente das coisas sagradas (semente planta em meio a espinhos); 4) e, por fim, um coração que recebe a Palavra do Senhor e põe em prática, coloca em primeiro lugar em sua vida, que passa então a produzir, a frutificar, a dar resultado de maneira plena e farta.

No caso do texto de Lucas 9, vemos um homem que com intrepidez afirma que seguiria ao Senhor onde quer que Ele fosse, talvez da boca pra fora, talvez para aparecer, ou mesmo por uma razão ingênua e sincera, mas Cristo vem ao seu encontro com uma afirmação que lhe joga um balde de água fria na cabeça: você tem certeza realmente de que irá me seguir onde quer que eu for? Saiba que hoje mesmo não sei onde vou comer ou dormir! Será que você consegue viver uma vida de dependência completa e absoluta de Deus, pois essa é a vida que levo e a vida que proponho.

Em segundo lugar, um homem é chamado a segui-Lo, ao que responde dizendo que necessita atender aos costumes religiosos e morais para com sua família, algo de valor, senão constituísse num mero pretexto. Muitos de nós, como aquele homem, colocamos na frente de Deus muitas coisas que são em si mesmo boas, seriam uma boa “desculpa” se as dirigíssemos em direção a um amigo qualquer, mas não a Jesus. Ele quer prioridade, e o compromisso é baseado em prioridade. No mesmo sentido o próximo homem, que pede primeiro para se despedir dos seus, como se o seguir a Cristo fosse lhe impedir de revê-los, ou coisa parecida. Desculpas, sempre elas, desculpas.

Em outra parábola, para concluir, que temos em Lucas 14, vemos um rei que faz um convite para muitas pessoas para estarem com ele em uma festa, uma solenidade única, ao que todos passam a responder ao mensageiro com toda sorte de desculpas, as quais, isoladamente, não parecem esfarrapadas, mas que quando colocadas em uma balança com o evento para o que tinham sido convidados, vemos que são totalmente fora de propósito e tempo, como: 1) inventariar uma propriedade (como se ela fosse sair dali para outro lugar, ou se perder com um dia de atraso); 2) testar uma junta de bois recém adquiridos (algo que, na verdade, deveria ter sido feito – e provavelmente o foi – antes da compra, e, caso contrário, não seria um dia a mais que faria alguma diferença no negócio); 3) a realidade do casamento (como se a mulher fosse lhe impedir de participar de uma festa, normalmente elas que são as primeiras a quererem participar). O que significa tudo isso? Será que, em plena consciência alguém, tendo recebido um convite para uma festa da realeza, daria esse tipo de desculpa? Ou será que, convenhamos, tudo deve ficar em segundo plano e postergado um pouco para atender aquilo que é realmente mais importante, provavelmente único?

Cristo quando nos fala sobre nossos valores, nosso compromisso e nossas prioridades, nos convida e ao mesmo tempo confronta com o fato de que Ele deve ser a prioridade número um em nossa vida. Se somente fizermos isso, tudo passará a receber a prioridade certa, pois, ao contrário, costumamos dar prioridade às coisas erradas e relegar o importante a segundo plano. Assim o é quando colocamos os negócios à frente da nossa família, e tudo à frente de Deus, e acabamos perdendo negócios, família e sem experimentar tudo de bom que Deus tem preparado para nós. Quando perseveramos em Cristo, desenvolvemos esse sentido correto de prioridade, passamos a ter um relacionamento saudável com os nossos, e isso também impacta diretamente no tipo de profissional que somos em nossas relações no dia a dia.

A minha oração então, hoje, é para que, entendendo essa Palavra de Deus, e a recebendo, possamos dar-lhe a importância devida, e pô-la em prática. Isso não significa que, num passe de mágica, tudo em nossa vida passará a dar certo e os problemas cessarão, apenas que, a pessoa que resolvemos priorizar, Deus, será por nós facilmente encontrada sempre que precisarmos (e sempre precisamos) em todas as outras áreas de nossa vida. O tipo de relacionamento que Cristo espera de nós é aquele baseado em confiança, em perseverança, em compromisso, algo que apenas nasce num dia, mas que deve crescer e amadurecer com a caminhada, uma caminhada que não tem volta, que requer termos um senso correto de prioridade, um caminho que não nos permite ficar parados e acomodados com nosso estado atual, mas lutarmos com Deus ao nosso lado contra nossa própria natureza egoísta e pecadora, sabendo que ao final seremos vencedores.

Deus nos abençoe.

In God we trust (nEle a gente pode confiar)

Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não. – Êxodo 16:4

O pão nosso de cada dia nos dá hoje; – Mateus 6:11

Deus é um deus provedor.

Ele cuida de nós e deseja o nosso melhor.

Deus nunca nos prometeu riquezas, poder, luxo ou que satisfaria nossos desejos egoístas frutos da nossa sociedade consumista, mas Ele nos prometeu saciar as necessidades mais básicas, o que, na pirâmide de Maslow, corresponde às necessidades fisiológicas, como alimento, saúde, e de segurança, como a moradia, abrigo.

É nesse contexto que o Salmista diz que o Senhor é o nosso pastor, e nada nos faltará (em nada passaremos necessidade), conforme Salmos 23:1, ou ainda no contexto da oração do Pai Nosso, ensinada como modelo de relacionamento com o Pai por nosso mestre Jesus, que Deus veste os lírios do campo em riqueza que nem Salomão usou, e alimenta os pardais que não precisam se preocupar, como não o faria conosco, seus filhos e infinitamente mais preciosos para Ele do que meras flores ou passarinhos?

Vejamos bem que o mesmo que Deus promete para Israel, em Cristo nós também temos acesso, a esse Deus de provisão, à sua generosa oferta de cuidado, de que não precisamos ficar ansiosos, preocupados, muito embora vivamos em um cenário de crise econômica onde muitos de nós estejamos momentaneamente apertados ou mesmo desempregados, esse é o momento de crer, esse é o momento de confiar.

Israel não confiou em Deus, nos versos seguintes vemos que o povo colheu mais do que podia comer com medo de faltar no dia seguinte, e a comida apodreceu.

O desafio portanto é confiar, entregar-nos nas mãos poderosas de Deus e não temos como confiar desconfiando, como diz a bela música do Vencedores por Cristo.

Não!

Ou confiamos ou não confiamos, não há meio termo, e a ansiedade é sinônimo de desconfiança.

Mas como eu, eu sei que você também é humano e fraco, então ainda que tenha apenas uma fagulha de fé e esperança, exercite essa confiança no Pai dando o primeiro passo pela fé, faça como aquele pai desesperado que deseja a cura de seu filho quando vai ao encontro de Jesus, conforme Marcos 9:24, reconheça sua incredulidade e peça a Deus que fortaleça ou aumente a sua fé!

A minha oração hoje é para que eu e você não sejamos teimosos e faltos de fé como aquele povo de Israel no Êxodo, que aprendamos a confiar e depender completamente em Deus, pois Ele nos sustenta e guarda, e diferentemente de nós que somos infiéis, Ele é fiel, Ele permanece fiel pois Ele é constante, Ele não muda, Ele está sempre disposto a estender a sua mão para nos abençoar!

Deus nos abençoe.

Impactando vidas

Estava esses dias pensando com meus botões sobre a diferença que fazemos ou causamos na vida das pessoas, o impacto que somos capazes de gerar, positivo, negativo, ou nenhum (neutro).

Lembrei de uma situação que ocorreu há alguns anos, quando eu convivia, em razão de um relacionamento passado, com uma velhinha em estado avançado de Alzheimer, que todos os dias quando eu chegava para namorar sua neta essa senhora vinha me perguntar quem eu era, e coisa e tal (lembrem-se que essa doença, no que conheço em minha ignorância médica, impede as pessoas de reter suas memórias recentes), ao que eu sempre lhe respondia de maneira bem animada o que eu tinha ido fazer ali, meu nome etc., as vezes até tirava uma brincadeira com ela do tipo “Dona Rute, a senhora acreditaria se eu dissesse que sou o seu namorado?”, e ela ria, enfim, até que (chegando onde queria chegar) um dia, sem ninguém lhe dizer nada, quando entrei em sua casa, ela apontou pra mim e perguntou à minha sogra de então “é o Eli?” (lá me chamavam assim), e ela ficou meio branca (mais do que já era), meio desconcertada e sem resposta, e não sabia se ria ou se chorava da reação da mãe de ter guardado, por algum “milagre” e apenas momentaneamente (voltou a esquecer-se, “normalmente”, após algum tempo) o meu nome.

Eu não estou sugerindo um milagre, ou que eu tenho um impacto tão profundo na vida de ninguém, mas as vezes (eu diria a maioria das vezes) todos nós geramos nos outros com quem nos relacionamos sentimentos os quais não conseguimos entender, medir, sequer (re)conhecer.

Como diz a batida citação do livro “O Pequeno Príncipe”, “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, e é verdade mesmo, de um jeito ou de outro nós nos tornamos importantes para os outros, e ouso dizer que quem não se torna importante é porque não conviveu, não se relacionou, não amou, não se deu, não se abriu, é uma pessoa que se isolou do mundo, de tudo e de todos, numa redoma, como um ermitão numa caverna perdida de uma floresta distante.

Essa história e aquela situação marcaram minha vida, e tenho certeza que como essa são tantas outras na minha e na sua vida, por isso reflita um pouco sobre que tipo de impacto você está produzindo, se as pessoas vão se lembrar de você pelas coisas boas que você deixou, se você terá sido importante, ou se apenas pelos traumas gerados, ou (talvez pior), não se lembrarão de você de jeito nenhum, pois você foi insignificante para elas.

Deus nos abençoe e nos capacite a sermos sempre impactantes em nossos relacionamentos, se não por nós mesmos, por amor a Cristo, para que por meio de nós, daquilo que Ele fez e faz em nossas vidas, seu nome seja conhecido e glorificado, Ele seja amado e seguido.

O exemplo de Maria – feliz dia das mães!

Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; porque atentou na baixeza de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque me fez grandes coisas o Poderoso; e santo é seu nome. – Lucas 1:46-49

E [Jesus] desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe [Maria] guardava no seu coração todas estas coisas. – Lucas 2:51

Sua mãe [Maria] disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele [Jesus] vos disser. – João 2:5

Desde cedo acordei com esses textos em minha cabeça, lembrando-me de um culto ecumênico em celebração ao dia das mães que participei no trabalho, ainda em Salvador alguns anos atrás, no qual tive a oportunidade de levar uma palavra das Escrituras aos presentes, e refleti sobre a maternidade sob a ótica da vida e do exemplo de Maria, mãe de Jesus.

Não sendo católico, me causa um certo estranhamento, possuindo cerca de 90% de conhecidos e amigos do Facebook nominalmente pertencentes a essa religião, não ter visto sequer uma mensagem de dia das mães que a mencionasse.

Não vejo isso, necessariamente como um problema, e como batista respeito muito seu exemplo, sem considerá-la demais, nem fazer dela pouco caso ou desprezá-la como uns e outros costumam fazê-lo.

Maria, então, pra não esticar a conversa, a meu ver traz em sua vida, como falei, diversos exemplos de características que as mulheres em geral, especialmente as mães, podem seguir:

1) ela soube reconhecer sua pequenez, especialmente perante um Deus tão grande. A honestidade de autoestima (sua humildade), é uma das principais marcas de uma mulher e uma mãe que teme a Deus;

2) ela compreendeu corretamente a fonte e o alvo de seu louvor e de sua alegria. Enquanto muitos de nós hoje, e vou fazer menção às mães, colocam nos filhos sua fonte de alegria e sua razão de viver (o que é um peso de responsabilidade que muitos não tem condição de arcar, e que gera uma expectativa muitas vezes doentia em suas mães), muito embora eles tenham sim enorme importância, Maria em todo momento entendeu que Deus, o Senhor, era o principio e o fim de tudo aquilo que de bom lhe estava a acontecer;

3) ela se colocou no devido lugar, sabendo que importante era não ela, a mãe do vindouro Messias, mas seu Filho propriamente dito, Filho de Deus e Deus mesmo. Isso é importante porque muitas mães apegam-se às glórias dos filhos e fazem delas suas próprias, e não que isso seja ruim, mas torna-se quando a mulher passa a vangloriar-se disso, exaltando-se para além do necessário, ou ainda quando se coloca “na conta” do sucesso de seu filho como única ou maior responsável (embora tenha sim imprescindível papel);

4) ela guardava em seu coração (meditava) as coisas que não conseguia compreender. Muitas mães, no afã do cuidado, por inexperiência ou outra razão, querem resolver tudo por seus filhos enquanto isso nem sempre é possível, quando normalmente as experiências da vida são aquilo que tornarão seus filhos em homens e mulheres maduros e independentes. As coisas da vida de Jesus que Maria não conseguia compreender ela não reclamava, não brigava com seu filho, não se apavorava, antes confiava em Deus e esperava o desenrolar da história para que então entendesse corretamente o que se passava e suas consequências. Como essa sabedoria é necessária hoje em dia, quando muitas mães querem assumir o volante da vida de seus filhos, conduzindo-os na direção que consideram boa, mas tolhendo-lhes o direito de tomar suas próprias decisões. Precisamos então, mães, ter a sabedoria e o discernimento de guardar, de esperar, de ajudar dentro do solicitado, entendendo que os filhos são nossos (seus), mas que são da vida (e possuem vida própria);

5) finalmente, ela sempre apontou para Cristo. É grande a tentação de apontar para si como exemplo, ao invés de reconhecer em outros esse papel, ou mesmo entender que o filho já cresceu e ele também é fonte de exemplo. Mas, sobretudo, no âmbito espiritual, Maria reconheceu que Cristo é que era o mestre e Senhor, era Ele quem deveria ser obedecido, a proeminência era dEle e não dela, ela também serva, cujo exemplo muitas mães falham em entender ainda hoje.

Com o exemplo de Maria em mente, desejo a todas as mães, em especial à minha (bem como à minha avó ainda viva, e demais tias), um excelente dia das mães, sob a graça e a paz do Senhor.

Deus vos (nos) abençoe!