Comida americana

Hoje fui com Ryane almoçar no Denny’s, um diner típico dos EUA, com comida bem típica. O Denny’s me lembra bastante o Friendly’s de Boston. Comi novamente um negócio que é tipo um brunch, que tem salsicha, bacon, ovos com um monte de coisa mexido, umas batatas e panqueca… mmm nham nham nham. Naninha comeu um prato com camarões e arroz, mas eu pensei "bem, no Brasil eu tenho esse tipo de comida, enquanto gororoba americana eu não tenho", então preferi a gororoba.

Terça feira, fomos todos ao Safeco, estádio de baseball daqui de Seattle, para assistir um jogo do time local, Seattle Mariners contra o time do Cleveland Indians. O Mariners começou perdendo de 3 a 1 acho que no 2o inning, e no finalzinho empatou, levando o jogo para a prorrogação. Nos innings seguintes, o Seattle ameaçou ganhar, ficou com três bases cheias e só um cara fora, mas conseguiu a proeza de perder, depois de uma cagada de um jogador do Seattle, quando as posições se inverteram e o Cleveland estava rebatendo. Foi engraçado que a cagada do cara foi tão grande que um torcedor gritou bem alto e o estádio inteiro ouviu e caiu na gargalhada, mais ou menos "valeu, fulano, nós agradecemos!!!" bem irônico… Bem, mas voltando à culinária americana, nesse dia comi uma comida de estádio que era composta de batatas fritas no alho (e bota alho nisso, passei dois dias com bafo e com toda a escovação, fio dental e bochecho possíveis), frango com pimenta e molho, e uma maçã, supostamente para refrescar…

Outras vezes que comi all-american-junk-food foram um sanduiche de barbecue na feira de Puyallup, outra vez no Denny’s, algumas lanchonetes locais tipo Wendy’s, Azteca, Quiznos e Burguer King, entre outros…

Bem, apesar disso, acho que emagreci uns 2 kilos aqui, espero estar certo porque pelo menos estou me sentindo mais magro, ainda que não necessariamente menos barrigudo (não que esteja barrigudo, por favor)…

Até a próxima.

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Estados Unidos, um país de gigantes

Esse mês que tenho passado aqui nos EUA tem me feito pensar sobre como esse país é um país de gigantes, de coisas descomunais. Vejam só o que constatei nesta minha segunda visita à "américa":
– um país de gente grande, tanto em tamanho e mais ainda em largura; eu sabia que aqui seria a gordolandia, mas não imaginava que realmente aqui não existisse meio termo, tipo ou a pessoa é magra, ou é muito gorda, não tem essa de "forte" ou "gordinho" eufemístico, aqui o que tem de obesos e obesos mórbidos é de dar agonia, e pra mim que não gosto de gente gorda então…
– um país de carros grandes, que o digam os SUVs, pick-up trucks e outras feras bebedoras de gasolina, que aliás é outra coisa que achei estranho, já que carro grande no Brasil pode ser à diesel, e aqui é tudo à gasolina. É tão engraçado às vezes você ver no trânsito uma pessoa bem pequena em um carro enorme. Aliás, os carros aqui também são grandes nos motores, 3.7, 5.2 e por aí vai a cilindrada dos motores… e eles fazem questão de anunciar nas propagandas de veículo que o mesmo pode "rebocar uma casa"…
– belezas naturais enormes: sem sair do estado visitei cachoeiras, montanhas, vulcão, tem estação de esqui, ilhas, florestas, até porque Washington é chamado de "o estado sempre verde", e cada uma mais espetacular que a outra;
– consumismo: não é difícil adivinhar o porquê, já que o custo de vida, salvo poucos itens, é baixo, os salários bons, bens de consumo de tecnologia e a preços muito bons, as pessoas acabam comprando, comprando e comprando, até estourarem o cartão e seus limites de crédito. Meu primo tava me contando, e eu vi na tevê um anúncio de um banco que pareceu confirmar, que cerca de 60% dos americanos vivem com seus limites de crédito estourados por causa do consumismo exagerado.

Bem, acho que era isso o que tinha pra escrever nesse post. Posteriormente devo escrever minhas impressões no geral, sobre o que achei dessa experiência, mas essa vai ficar para o Brasil.

Deus fala através de pedras

Diz a Palavra de Deus registrada na Bíblia que se ficarmos calados Deus falará, ainda que por meio de pedras.

Ouvido uma música de uma cantora que gosto bastante, Alanis Morissette, que talvez nunca tenha prestado atenção direito, ou talvez tenha mas ainda assim tenha esquecido, ouvi Deus falar comigo, mais uma vez "por meio de pedras". O nome da música que ouvi é "These R The Thoughts", ou em português "estes são os pensamentos", do CD "MTV Unplugged", e o trecho em particular é o abaixo:

"if we have so much why do some people have nothing still? …
why do you say you are spiritual yet you treat people like shit?
how can you say you’re close to God and yet you talk behind my back as though I am not a part of you?"

A minha tradução não tão ao pé da letra segue abaixo:

"se possuímos tantas coisas por que algumas pessoas continuam sem ter nada? …
por que você afirma que é religioso e ainda assim você trata as pessoas como lixo?
como você pode dizer que está perto de Deus se você fala de mim pelas minhas costas como se eu não fizesse parte de você?"

Preciso dizer mais alguma coisa? Deus nos abençoe e que possamos por em prática sua palavra, porque me sinto humilhado em sua presença quando Ele precisa gritar aos meus surdos ouvidos através de pedras.

Muito perdão e muito amor

Domingo passado fomos ao culto das 9 aqui da igreja dos meus primos. Chegamos atrasados novamente, mas a tempo de pegar a mensagem, que o pastor falou sobre a prostituta que lavou os pés de Jesus com perfume e limpou com seus cabelos.

Hoje, não sei bem porque fiquei meditando nessa palavra, e me lembrei de uma analogia na minha vida cotidiana. O carro de um dos meus primos estava imundo, acho que nunca tinha sido lavado na vida. Eu aproveitei que estava sem nada para fazer e dei um grau no carro, limpei ele por dentro, passei o aspirador, espanei os bancos, lavei o painel e depois que terminei o serviço o carro estava limpinho, como novo.

O carro dos meus outros dois primos, por sua vez, estava sujo mas como eles limpam com alguma freqüência, qualquer 5 minutos e o carro já está limpo novamente.

Mas, alguém pode se perguntar: o que os automóveis dos meus primos têm a ver com a história narrada pela Bíblia?

Bem, pense que cada carro "é" como um ser humano, e a limpeza que eu fiz corresponde à limpeza que o Espírito Santo opera em nossas vidas quando aceitamos Jesus como nosso Senhor e Salvador. Como na história vivida pela mulher, e que Jesus explica posteriormente a Simão, o religioso, a quem muito é perdoado, muito essa pessoa irá amar a pessoa que lhe perdoou, fiquei pensando na diferença da limpeza empregada num carro muito sujo, que salta aos olhos em comparação à limpeza de um carro pouco sujo, mesmo o resultado final sendo o mesmo, porque o estado original era bastante diferente. Assim como você percebe claramente a diferença com relação ao primeiro carro, e talvez mais sutilmente ou quiçá nem perceba com relação ao segundo, assim é o ser humano que passa por muitas aflições e todo tipo de sofrimento na vida ao ser transformado por Jesus, um assassino, estuprador ou coisa do gênero, que experimenta uma mudança radical, uma limpeza profunda em sua existência, se comparado com alguém que sempre foi "religioso", por exemplo, ou sempre "fez o bem", nasceu e se criou na igreja, e depois decide-se por um relacionamento com o Senhor. O resultado final "é o mesmo", ambos experimentam um relacionamento com o Pai, ambos são salvos, limpos, transformados. No entanto, como a mensagem de Jesus disse àquele homem, que quem mais experimentou o pecado, o sofrimento, a distância de Deus, e é perdoado pelo Pai, por sua vez será muito mais amado do que aquele que pouco foi perdoado, e assim podemos ver a analogia com os veículos, cujo dono é muito mais agradecido e percebe muito mais claramente a diferença com relação ao muito sujo do que com relação ao que estava pouco sujo (a proposito, generalizei aqui, não estou dizendo que foi o caso com relação aos meus primos, só aproveitei a história e essa figura de linguagem).

Graças a Deus porque é ele quem faz a limpeza das nossas vidas, independente de quão sujos estejamos, e que o resultado desse perdão e amor é a nossa salvação e um relacionamento pessoal com Ele, que é o nosso paizinho, e como o pastor Mike falou, tem prazer em estar conosco, nos abençoar, nos amar como filhinhos seus.