Passei na UFBA

Passei na UFBA – Universidade Federal da Bahia, curso de Direito Noturno, para o primeiro semestre, glórias a Deus!!!!

Ele é fiel, ainda que sejamos infiéis, pois Ele não pode negar-se a si mesmo.

Acabei de ver o resultado, passaram além de mim 3 dos quatro conhecidos que fizeram comigo, esses também para o primeiro semestre, apesar de que um deles para outro curso.

Graças a Deus, vou poder economizar uma grana boa. Segunda feira mesmo, ou se duvidar até daqui a pouco mesmo irei fazer o cancelamento do meu curso atual na universidade privada que estou frequentando.

Ótimo fim de semana, Deus nos abençoe.

P.S.: não posso entrar em detalhes, mas Deus é muito bom mesmo, ontem saiu minha promoção, junto com a de alguns colegas, no trabalho. Agora é só esperar o dindin cair na conta 😉

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O Direito e a aparência

Eu me pergunto por que há pessoas que vão assistir aula na faculdade vestindo terno e gravata. Não há a menor necessidade.

Eu mesmo trabalho de terno e gravata, mas passo em casa antes de ir para a aula para tomar um banho e trocar de roupa.

Ainda que os colegas não tenham tempo de passar em casa para trocar de roupa, podem muito bem deixar a gravata e o paletó no carro, por exemplo.

Desculpados, se é que tenho o poder de desculpar alguém, são aqueles que vem direto do trabalho e de ônibus, ainda que, se pensarmos bem, fazem mal em fazer isso, pelo desconforto do calor no transporte público, e também por chamarem a atenção desnecessariamente de eventuais marginais que infestam esse tipo de condução. Podem deixar seus paletós no trabalho, assim como a gravata, muito bem guardada em qualquer gaveta.

Tem gente que realmente gosta de aparecer. Está certo que Direito é uma área onde a aparência conta bastante, como diria meu amigo advogado André, vulgo Hermístenes, mas, cá entre nós, o cidadão ainda é estudante, e alguns do primeiro semestre, então, poupem-me…

Se bem que, pensando bem, a maturidade e a noção do ridículo, bem como da proporção entre aparência e conforto pessoal, e adequação ao meio em que estamos não são características possuídas por todo mundo. Eu mesmo já não os tive, e em diversos casos ainda não tenho.

Faculdade, dia 1

Ontem tive minha primeira aula do curso de Direito.

Quem tem acompanhado meus posts no meu espaço sem espaço sabe que prestei vestibular esse final de ano para Direito, no turno da noite, em algumas universidades.

Como não saiu o resultado da UFBA ainda, a principal, matriculei-me na melhor das privadas que passei e ontem começaram as aulas.

Tudo é diferente. Digo, eu já fiz faculdade, informática, da qual não me arrependo, gosto bastante, e que pela qual (segundo a misericórdia de Deus) pude chegar até onde estou.

No entanto, os alunos são bem diferentes, muito menos nerds, obviamente, e talvez pelo preço que estamos pagando, são bem mais "filhinhos de papai", na aparência, do que meus ex-colegas da informática.

As disciplinas parecem estranhas. Sociologia daqui, introdução ao estudo do Direito de lá. Os professores tentando tocar o terror nas jovens mentes ali presentes; reconheço que não me impressionaram nesse sentido.

Aliás, como me senti estranho. Admito que sou tímido, mas isso nunca foi problema na minha faculdade original. Talvez por estar no meu habitat natural, Ceará, e entre os meus, digo, os nerds. Ontem, no entanto, senti-me muito nervoso, quase como se não pertencesse àquilo tudo, como se me perguntasse "o que estou fazendo aqui?".

A maioria absoluta da classe, apesar do curso noturno ter um perfil ligeiramente diferente do diurno, era formada por recém egressos do ensino médio, e somente umas três ou quatro pessoas, de umas sessenta ou mais, eu incluso, eram já formados. Só guris, praticamente.

Curioso, entre outras coisas, foi ver muitas pessoas ainda indecisas do que queriam fazer da vida, se Direito mesmo ou não, vários surfistas na primeira fileira, e muitos colegas que ou cursavam História, ou estavam esperando pelo resultado da UFBA nesse curso.

Aliás, por falar em resultado da UFBA, talvez meus novos colegas não o sejam por muito tempo, porque estou ainda a esperar pelo resultado bendito. Que saia logo, quem sabe assim não tranco essa faculdade e deixo de pagar, tão caro que é.

Estou lendo o Apocalipse mais uma vez

Estou lendo o Apocalipse mais uma vez.

Sempre gosto de pensar em quanto a palavra de Deus é viva e eficaz, que sob a atuação do Espírito Santo transforma nossas vidas.

Mesmo tendo lido diversas vezes a mesma passagem, Deus sempre acha um novo caminho a nos ensinar, um novo propósito, algo novo.

Hoje li o capítulo 3, mas na verdade o pouco que tenho a comentar é sobre um trecho que li ontem, cujos versículos seguem abaixo:

Apocalipse 2:2, 9

Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.

Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.

Meditando nesses versículos, a primeira coisa que me veio à mente são os autoproclamados apóstolos dos nossos dias.

Hoje ser pastor não vale mais nada. Aliás, até bispo, que segundo a palavra de Deus tem a mesma conotação tanto de presbítero, quanto de ancião, quanto de pastor, no contexto da Igreja, mas que historicamente tem sido usado como símbolo de posição hierárquica, também deixou de ter o seu prestígio, já que, afinal, ser apóstolo deve significar muito mais.

Fico imaginando o que mais será inventado. Inventado, sim, porque apóstolo significa missionário, enviado, em termos amplos, e em termos estritos, restringia-se aos doze originais mais Paulo, que a si próprio denomina-se como um apóstolo abortivo, ou fora de época, por ter sido o último a quem Cristo tinha chamado pessoalmente.

Será que acima de apóstolo teremos anjos humanizados? Quem sabe arcanjo ou serafim terrestre?

Pode parecer, ao leitor que, como eu, procura estudar com afinco as escrituras, ou mesmo aquele desavisado que só acha estranho toda essa judaização das igrejas evangélicas hoje em dia, que tem algo errado nessa estória.

Quando li esses versos da Palavra, e reconheço que estão aqui extraídos de seu contexto, e a princípio não se referem ao que irei dizer, não tive como deixar de pensar nesses líderes religiosos, como já falei. É interessante ver Cristo elogiar a igreja de Éfeso por terem posto à prova aqueles que se diziam apóstolos sem serem.

Como precisamos voltar a fazer como os crentes de Beréia que verificavam nas Escrituras até o que o próprio apóstolo Paulo pregava! Devemos deixar de ser ignorantes da Palavra, e ingênuos com relação à esses lobos em pele de cordeiro que só procuram o benefício próprio, às custas da exploração da fé e do sofrimento alheio.

Com relação a esses, vejam o segundo verso, onde Cristo afirma que os tais apóstolos são na verdade sinagoga de Satanás e não os irmãos que aparentam ser.

É interessante essa associação dos dois versículos aparentemente dispersos, especialmente porque na igreja evangélica brasileira de hoje, onde há "apóstolo", há uma intensa judaização da liturgia, dos costumes, dos valores, da doutrina – se é que há alguma, ou se pode dizer assim do que pregam essas pessoas – desses locais.

É importante vermos que essa menção nada honrosa de Cristo a esses usurpadores travestidos em apóstolos acontece novamente no capítulo 3 quando da carta à igreja em Laodicéia. Nada é por acaso, e não seria diferente em se tratando desta última carta. Muitos estudiosos do livro de Apocalipse afirmam que cada igreja retratada representa um período da igreja de Cristo na história, e nesse sentido, a igreja de Laodicéia representa profeticamente a igreja atual. Vemos que a igreja de hoje, morna, judaizante, "apostólica" realmente se parece, infelizmente, com aquela.

Concluindo, lembro do verso 20 do capítulo 3, onde Cristo diz: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo". Essa palavra não é para descrentes, mas para a igreja, e qual igreja senão a de hoje, igreja de Laodicéia? Cristo não desistiu de nós. Que Deus nos ajude a percebermos isso tudo que se passa a nosso redor, e finalmente convidarmos Cristo para entrar, não ficar só à porta, e comer conosco, habitar em nossas vidas.

P.S.: estava eu, esses dias, passando de canal em canal na televisão com o controle remoto quando vi um desses "bispos" ou "pastores" de uma certa igreja da qual pertence um certo jogador de futebol famoso, cujo templo sede em São Paulo teve o telhado desabado. Ele afirmava em alto e bom som que Deus abençoaria aqueles que contribuíssem para a reconstrução de "sua obra", chamando os tais de Gideões… Minha revolta com esse cara ficará para um próximo post.

Uma lição a aprender: não falar dos outros

Ontem lembrei-me de um fato curioso que aconteceu comigo quando eu era adolescente, aos 13 ou talvez 14 anos de idade.

Estava sentado em uma das primeiras filas de bancos no tabernáculo do Acampamento Batista do Iguatu, durante um momento em que diversas pessoas faziam apresentações musicais especiais.

Nesse instante começaram a cantar muito ruim, segundo a lembrança que tenho da minha opinião da época, algumas pessoas lá na frente, e então comecei a rir comigo mesmo e virei para a primeira pessoa que estava ao meu lado, um cara que era meu conhecido, e comentei com ele "Cara, como canta ruim essa menina".

Ele perguntou quem exatamente, pois haviam várias no palco. Apontei o dedo e ele respondeu bastante irritado "Ela é minha prima!".

Mas o pior não podia parar aí, já que, ao tentar corrigir a situação, eu disse "Ela não, a que tá do lado dela", para então receber como resposta, mais grave que a primeira, "Essa é minha irmã!".

Não tive outro jeito senão pedir desculpas e sair de onde estava, morto de vergonha.

Não sei porque lembrei disso ontem, mas sei que é uma lição a aprender, ou seja, não falar dos outros. E não se trata de não falar "mal", mas de não falar "ponto", porque algo que talvez consideremos falar "bem" talvez não soe exatamente igual aos ouvidos de quem escuta, e pior ainda se chegar, distorcido como sempre acontece, aos ouvidos do terceiro de quem falamos.

Falar dos outros, bem ou mal, é uma tremenda falta de educação, e uma falta de amor cristão.

Li ou escutei em algum lugar que se o que iremos falar não constrói, se não temos certeza absoluta de que é verdade, ou se não é necessário, melhor é se ficarmos calados.

Concluindo, cito as palavras de Tiago, irmão do nosso Senhor Jesus:

"Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar." Tiago 1:19

"Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã." Tiago 1:26

"Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.
Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.
Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.
Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;
Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.
Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce."
Tiago 3:2-12

Deus nos abençoe.

Pensamento do dia 2

"Davi se ofereceu para lutar contra o belicoso Golias, dos filisteus, e Saul, para encorajar Davi, ofereceu-lhe suas próprias armas e couraças, que este, entretanto, declinou, depois de experimentá-las, dizendo que não desfrutaria de sua força plena se usasse aquelas armas, preferindo enfrentar o inimigo com nenhuma outra arma a não ser sua atiradeira e sua faca. Enfim, a armadura de outrem nunca nos serve inteiramente. Ou é muito grande e cai, ou pesa demais, ou é muito apertada." Nicolau Maquiavel

Li esse trecho no livro "O Príncipe", e pensei o seguinte:

1) às vezes uma solução inadequada para um problema vem de uma pessoa hierarquicamente superior a nós, e que devemos ter tato para dispensá-la, pois não podemos simplesmente desobedecê-la de maneira insolente;

2) uma atitude positiva pode disfarçar os reais interesses por trás da mesma, que podem não ser tão positivos assim. Vejam que por trás do aparente encorajamento de Saul a Davi, esconde-se o fato de que Saul, o rei, quem deveria ter ido lutar contra Golias, ter fugido de sua responsabilidade, ter ficado com medo, e ter entregue o controle da situação para um novato, no caso praticamente uma criança que era Davi;

3) tomar a decisão correta e agir conforme essa decisão às vezes significa enfrentar gigantes, lutar lutas que não são necessariamente nossas, nos despojar de soluções pré-fabricadas, ou idéias pré-estabelecidas;

4) muitas vezes as melhores armas que temos para enfrentar um obstáculo do dia a dia são justamente as mais comuns, as quais já usamos no próprio dia a dia. As melhores ferramentas são aquelas que já estão amoladas, cujas empunhaduras já foram moldadas pela forma da nossa mão. Vejam que Davi dispensou as armas do rei, certamente as melhores, e preferiu seguir adiante com suas ferramentas de pastor de ovelhas, uma baladeira e uma simples faca, com pedras catadas ali mesmo, na hora, durante a peleja;

5) às vezes invejamos a situação de alguém, a sua vida, sem saber o que está por trás da máscara, da casca, do superficial. Pensamos que gostaríamos de viver aquela realidade, e não sabemos no entanto "onde o calo daquela pessoa aperta", o que a pessoa passa para estar ali naquela situação, suas dores, limitações. Nada mais certo do que o comentário a respeito da inadequação da couraça alheia para o uso pessoal de Davi, e de nós mesmos. Muitas vezes queremos recorrer a soluções de outra pessoa para um problema pessoa, invejamos sua condição, e não sabemos que é totalmente diferente do que precisamos para enfrentar as nossas próprias lutas, que não caberíamos naquele contexto.

Deus nos abençoe.