Rainha dos Céus

Nós não daremos atenção à mensagem que você nos apresenta em nome do Senhor!
É certo que faremos tudo o que dissemos que faríamos: Queimaremos incenso à Rainha dos Céus e derramaremos ofertas de bebidas para ela, tal como fazíamos, nós e nossos antepassados, nossos reis e nossos líderes, nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém. Naquela época tínhamos fartura de comida, éramos prósperos e em nada sofríamos.
Mas, desde que paramos de queimar incenso à Rainha dos Céus e de derramar ofertas de bebidas a ela, nada temos tido e temos perecido pela espada e pela fome.
E as mulheres acrescentaram: Quando queimávamos incenso à Rainha dos Céus e derramávamos ofertas de bebidas para ela, será que era sem o consentimento de nossos maridos que fazíamos bolos na forma da imagem dela e derramávamos ofertas de bebidas para ela?
Então Jeremias disse a todo o povo, tanto aos homens como às mulheres que estavam respondendo a ele:
E o Senhor? Não se lembra ele do incenso queimado nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém por vocês e por seus antepassados, seus reis e seus líderes e pelo povo da terra? Será que ele não pensa nisso?
Quando o Senhor não pôde mais suportar as impiedades e as práticas repugnantes de vocês, a terra de vocês ficou devastada e desolada, e tornou-se objeto de maldição e desabitada, como se vê no dia de hoje.
Foi porque vocês queimaram incenso e pecaram contra o Senhor, e não obedeceram à sua palavra nem seguiram a sua lei, os seus decretos e os seus testemunhos, que esta desgraça caiu sobre vocês, como se vê no dia de hoje. – Jeremias 44:16-23

Todo erro em nossa vida começa como esse texto menciona, com o ato voluntário de rebeldia e desobediência a Deus.

Como o povo de Judá exilado no Egito disse a Jeremias que não daria atenção à mensagem proclamada em nome do Senhor, nós também hoje ignoramos a sua Palavra, a mensagem de amor em Cristo Jesus conforme ricamente ilustrado na Bíblia, e sofremos as consequências da nossa má escolha.

Esse trecho da Bíblia traz uma profunda reflexão a respeito de quem decidimos obedecer, ao Deus santo que nos criou, ou imagens de escultura criados por nós mesmos em alusão a coisas, fenômenos da natureza ou pessoas.

No caso particular do texto acima, vemos a referência à uma ‘divindade’ conhecida no oriente próximo e médio como a Rainha dos Céus, responsável pela fertilidade e boas colheitas.

A ela os egípcios, babilônios e até os judeus passaram a queimar incenso, fazer procissões, acender velas…

Qualquer semelhança com Maria hoje NÃO é mera coincidência, afinal já na década de 50 do século passado a ela foi dado o mesmo título pela Igreja Católica por intermédio, vejam só, do papa Pio XII, o mesmo papa que apoiou o nazismo.

Nesse mesmo texto, alguns versículos depois, Deus anuncia o castigo para aquele povo que escolheu adorar outro deus que não o Senhor:

Vigiarei sobre eles para trazer-lhes a desgraça e não o bem; os judeus do Egito perecerão pela espada e pela fome até que sejam todos destruídos.
Serão poucos os que escaparão da espada e voltarão do Egito para a terra de Judá. Então, todo o remanescente de Judá que veio residir no Egito saberá qual é a palavra que se realiza, a minha ou a deles. – Jeremias 44:27-28

Talvez não venhamos a morrer fisicamente de modo imediato, mas a pior de todas as mortes, a separação eterna de Deus, da comunhão com seu doce Espírito e com o seu filho Jesus, esse é o destino que espera todos quanto tem adorado, venerado, exaltado, louvado ou tido como referência a qualquer pessoa em lugar dEle.

Vejamos bem as palavras do Senhor ditas repetidas vezes no decorrer da história, primeiro ao povo de Israel e depois a nós outros:

Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirei do Egito, da terra da escravidão.
Não terás outros deuses além de mim.
Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra ou nas águas debaixo da terra.
Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelo pecado de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações os que me amam e guardam os meus mandamentos. – Deuteronômio 5:6-10

O povo de Israel havia sido escravo do Egito, e Deus os havia resgatado, porém eles decidiram abandonar ao Senhor, como filhos mal agradecidos, e voltar aos braços da escravidão do Egito, cultuar ‘deuses’ que não lhes podiam ouvir, nem muito menos fazer algo em seu favor.

O resultado foi que aquele povo desobediente teve um trágico fim, todos morreram ao fio da espada.

Essa mensagem de tantos anos atrás continua válida ainda hoje, a quem temos escolhido adorar? Com quem temos nos relacionado. A quem adoramos em nosso coração, com toda nossa alma e entendimento?

Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor. – Josué 24:15

Deus nos abençoe.

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Cessando

"O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá…" – 1 Coríntios 13:8

Não sou cessacionista, nem poderia tendo experimentado tantas vezes do sobrenatural de Deus em minha vida, mas analisando um pouco as Escrituras, percebo que operações sobrenaturais são exceção à regra, não a regra em si.

Mesmo no Velho Testamento, "auge" dos milagres e operações sobrenaturais antes de Jesus, Deus agia de maneira pontual e episódica, não havia uma regularidade, o lapso temporal entre os fenômenos era tão grande que dificilmente poderíamos dizer que havia uma frequência, mesmo que pequena, de sua ocorrência.

Temos portanto uma série de milagres durante o ministério de Moisés, alguns poucos durante o período dos profetas e em seguida quatrocentos anos de "silêncio" de Deus.

Isso até vir Jesus, que em sua vida e breve ministério concentrou maior atuação de Deus de maneira sobrenatural do que todos os anos anteriores juntos. Também pudera, Ele era (é) Deus.

No entanto, de Jesus até hoje a tendência tem sido a "repetição" do "padrão" do Velho Testamento, que dificilmente poderíamos, como já falei, classificar dessa forma.

Isso tudo para dizer que Deus fala, até por profecias, revelações, línguas, ciência, amor, ou da forma que quiser falar, mas a maior revelação de Deus, por meio de quem Ele mais perfeitamente expressou sua vontade, sua verdade, seu amor, chama-se Jesus Cristo.

Tudo o mais decai com o tempo, tende a desaparecer, ser aniquilado, cessar, especialmente, infelizmente, o amor, neste fim de tempo que aparentemente vivemos. Este não falha, especialmente o de Deus para conosco, mas o nosso uns pelos outros, embora não desapareça por completo, está como uma brasa retirada do braseiro há bastante tempo, preto e frio como carvão.

Aquietai-vos

“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus…” – Salmos 46:10a

Quando o nosso coração está angustiado, Deus nos diz “aquietai-vos”.
Quando enfrentamos lutas e tribulações na nossa vida, Deus nos diz “aquietai-vos”.
Quando não conseguimos calar a nossa mente ou a nossa voz, Deus nos diz “aquietai-vos”.
Quando as adversidades e os problemas não nos deixam dormir ou descansar, Deus nos diz “aquietai-vos”.
Quando tentamos por nossos esforços ir mais longe do que devemos, Deus nos diz “aquietai-vos”.
Quando somos perseguidos por causa da justiça, Deus nos diz “aquietai-vos”.
Quando nos sentimos sós, mesmo em meio a uma multidão, Deus nos diz “aquietai-vos”.
Quando a doença, a dor ou a morte nos tiram (d)aqueles que amamos, Deus nos diz “aquietai-vos”.
Quando a pobreza ou a fome esvaziam a nossa fé, Deus nos diz “aquietai-vos”.

Ele é Deus! Saibamos disso e, portanto, aquietemos-nos…

Cães bravos

Enxergo o pecado como um cachorro bravo.

Na verdade, os diversos tipos de pecados como as várias raças de cachorros, uns mais bravos que outros, uns maiores, outros menores, alguns a gente até leva no braço, à tiracolo, sem entender que pela irracionalidade do animal-pecado ele pode inesperadamente nos morder em uma região bastante sensível que é o rosto, causando danos difíceis de serem reparados.

Os diversos cães mantemos trancados em correntes e cadeados, grades que muitas vezes são proporcionais ao seu nível de agressividade.

Com relação ao pecado, de maneira semelhante, penso que aqueles mais perigosos, que tem o potencial de causar maior dano, são aqueles cujo foco é a outra pessoa, como um cão Mastiff ou Pit Bull, que soltos podem até matar um estranho.

Aqueles que, a princípio, “só ferem a mim mesmo”, ou seja, não são pecados públicos ou cujas consequências são menores, são como os Chiwawas ou Pinschers, e mais irritam do que machucam, embora como todo cachorro, podem voltar-se contra o próprio dono (e é normalmente contra eles mesmos que ocorrem a maior quantidade de acidentes).

Ninguém em sã consciência amarraria ou seguraria um Rottweiler usando cadarços de sapato ou linha de costura, embora alguém até justificasse usar correntes para segurar um Yorkshire que estivesse fora de si.

Assim também é com o pecado, que normalmente mantemos sob maior controle aqueles que podem causar maior prejuízo social, aqueles que podem machucar o nosso próximo, e sob menor controle aqueles que são quase “de estimação”, aqueles que até amarramos, mas “sem saber como” logo se desvencilham das amarras e correm soltos ao nosso redor latindo com latidos agudos irritantes, mordendo nossos sapatos e as barras das nossas calças, ou às vezes até dando uma abocanhada em nosso calcanhar com seus dentes finos (quem já levou uma mordida assim sabe bem da dor quase indescritível)…

Mas, tem algo para que a analogia dos cães não serve, que é para colocar sob a real perspectiva a ofensa do pecado para com Deus que é santo.

Aqui já não vale o “jogo de empurra”, de que mantemos uns cachorros amarrados e outros soltos, de que um cachorro não morde e só late.

Todo cachorro aqui, todo pecado, ofende gravemente a Deus que é santo.

Com o perdão do trocadilho, para Deus aqui não há espaço para cachorros, só para gatos…

Construindo nossos sonhos

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. – Salmos 127:1

A Palavra de Deus é muito clara em que devemos colocar nossos planos e desejos sob os cuidados e sob a vontade do Senhor.

Vemos nesse trecho que a função, o propósito principal, fundamental, de um pedreiro é construir uma casa, de um vigia é guardar um lugar, então entendemos que o trabalho de tais pessoas, o nosso trabalho, o nosso propósito principal será em vão se Deus não estiver adiante de nós providenciando todas as coisas.

Isso é verdade para quando escolhemos construir a nossa vida, os relacionamentos que possuímos, as pessoas que escolhemos amar e compartilhar a nossa caminhada; também é com relação as coisas que almejamos possuir, os sonhos que desejamos conquistar, as metas que estipulamos, os propósitos que perseguimos; e por fim os tesouros que guardamos com a maior segurança, aquilo que prezamos e que protegemos com nossa própria vida.

O ensino que temos aqui é que não adianta dependermos das pessoas, das coisas, dos tesouros, que podem até ser bons, mas quando não dependemos primeiramente de e em Deus tudo isso é em vão, tudo é passageiro, pode sofrer desgaste, ser roubado, perdido, destruído, e o que nos resta senão apenas a frustração e a dor da perda?

Ao contrário, quando construímos nossa vida com o fundamento firme, sólido, alicerçados em Cristo Jesus, a rocha da nossa salvação, nem mesmo a pior de todas as tempestades, nem a mais violenta guerra nos tirará o bem maior que possuímos que é a nossa comunhão com Deus, tudo o mais, por mais importante que seja, passa a segundo plano.

Construamos pois nossas casas, edifiquemos nossas vidas com muitos propósitos, planos e sonhos dados por Deus, os protegendo a todo custo, vigiando para não cairmos, perdendo muito da benção que Deus mesmo nos concede, e colocando todos eles aos pés do Senhor para que nos diga se isso tudo é bom, se é sua doce vontade para nós, sabendo que, no final, é Deus quem nos concede todas as coisas, é Ele mesmo quem nos ajuda a construir, a guardar a nossa vida.