Injustiça de Deus

Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade.
Não reprovará perpetuamente, nem para sempre reterá a sua ira.
Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniqüidades. – Salmos 103:8-10

Pense consigo mesmo quantas vezes você orou a Deus pedindo justiça.

Mas que justiça seria essa?

Justiça contra alguém que te perseguiu ou fez mal?

Justiça por algo que você fez de “bom” e que achou que deveria ser reconhecido ou recompensado?

Será mesmo que na balança da nossa vida, no cômputo geral, temos algo a reclamar com Deus, será que temos noção do que seria de verdade pedir a justiça de Deus sabendo que a aplicação de tal justiça significaria a nossa própria e merecida morte?

Graças ao bom Deus que Ele não me trata com justiça, só tenho a agradecer por sua “injustiça”, porque o que mereço só eu sei bem que é a morte, então eu tenho muito a agradecer mesmo é pela misericórdia de Deus, porque demonstra seu amor por mim mesmo eu fazendo de tudo para não merecê-lo, pois Ele verdadeiramente não nos trata, não me trata segundo os meus pecados, nem me recompensa conforme as minhas maldades.

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Profecia

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. – Isaías 6:1

Sempre achei interessante a narrativa bíblica, a maneira como o profeta comunicava a palavra trazida da parte de Deus.

Ele procurava à sua maneira e da melhor forma possível contextualizá-la ao momento histórico em que vivia, não era uma mensagem aleatória, como que jogada.

Fico pensando também no discernimento que deveria ter para saber se não era um mero sonho, algo fruto de sua imaginação, e saber dizer um de outro, e tirar uma lição prática, algo que fosse realmente a mensagem que Deus queria dar às pessoas de sua geração ou de um futuro distante do qual não tinha sequer um vislumbre, e não uma mera adivinhação.

Eu mesmo tenho muitos sonhos e visões, a maioria dos quais não consigo entender, alguns que me trazem apreensão, outros deslumbramento, e outros ainda espanto e medo.

Tenho certeza que com muitos de nós, servos do Senhor, Ele ainda hoje fala por meio de sonhos e revelações, e cabe a nós pedir, portanto, discernimento para ouvir sua voz e entender a sua vontade para que da próxima vez possamos pensar em nosso coração talvez “no terceiro ano do governo da presidente Dilma eu vi ao Senhor assentado em seu alto e sublime trono” e saber o que isso quer dizer…

Seria Carol

Seria Carol se fosse menina, mas terá nome bíblico, Miguel ou Gabriel, já que nasceu menino, assim me disse a mulher que pede esmolas no sinal da câmara dos vereadores.

Curiosamente ela me disse mais, que seu leite materno não era suficiente e iria comprar um suplemento.

Vi verdade em suas palavras e em seu olhar.

Um menino que nasce e não tem nem um peito direito para mamar pela magreza daquela mulher, não tem nem um nome ainda, muito embora vagamente aquela mãe imagine que um nome bíblico traga consigo alguma esperança de dignidade.

Qual será o nome escolhido, o de um anjo ou de um cobrador de impostos tornado discípulo?

Que Deus ande com essa criança, seja como for não o desampare…

Uma troca injusta

Encanta-me a “religião” das crianças, do pai de família que sai ainda de madrugada para com o suor de seu trabalho prover o sustento dos seus, aquela dos velhos jogando dominó ou qualquer outra coisa no parque, rindo feito besta sem metade dos dentes, a do operário tão suado batendo no ferro quente que infinitos banhos não serão suficientes para limpá-lo por completo, de cada animal ou pássaro que vejo quando uma vez perdida resolvo largar por essa uma vez que seja o carro e vou à pé nem que seja até à esquina, à esquina da outra rua, a religião de um órfão ou menor abusado que mesmo tendo todas as razões para desconfiar do “tio” que vai visitá-lo apenas quando a conveniência do tempo e “coincidência dos astros” permite ainda assim corre e se joga em seus braços, sem fazer idéia mas ao mesmo tempo tendo a certeza de que ele irá recolhê-lo, segurá-lo e não o deixará cair, mesmo sabendo em suas memórias sufocadas que fosse seu pai ou sua mãe talvez não o segurassem. É dos doentes, de corpo, de alma e de espírito, daqueles que sabem que precisam de ajuda, dos esquecidos no corredor do hospital tão cheio que nem a privacidade de um quarto coletivo eles têm o direito. Dos vagabundos, drogados, sujos, desesperados, aqueles que conseguem tirar força para viver e esperança não se sabe da onde. E para todos esses Deus olha com um triste sorriso, caminha em sua direção e oferece o seu Filho. Ele por nós, e nós por Ele. Uma troca bem injusta. Graças a Deus.

Primeiro amor

Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. – Apocalipse 2:4

Jesus elogia a igreja de Éfeso por suas obras, sua dedicação, sua integridade, caráter, mas tem algo que deixou a desejar, eles haviam abandonado o primeiro amor.

Estar apaixonado é uma sensação interessante. Nossos corações batem apressadamente, nossas mãos ficam bulinando umas nas outras suando frio, borboletas no estômago só pela antecipação de ver aquela pessoa alvo do nosso sentimento.

Era com isso em mente que creio que Cristo se referia quando escreveu à igreja em Éfeso, a “noiva” já não estava mais apaixonada por seu noivo, o relacionamento meio que caiu em monotonia, já não havia mais espaço para a novidade, o sabor do vinho novo, tudo havia se tornado em rotina, em mero automatismo religioso sem entendimento, sem verdadeiro relacionamento.

Será que nós também não estamos sendo afetados pela rotina em nossa prática cristã? Será que nosso relacionamento com Deus não está apenas morno, ou pior, frio? Será que aquela paixão que sentíamos por nosso Senhor não ficou para trás, como fotografia em preto e branco que marcou em instantâneo um momento passado e que não volta mais?

O convite de Jesus hoje é para voltarmos ao primeiro amor, nos apaixonarmos novamente por Ele, desfrutarmos da sua doce presença por meio do Espírito Santo que habita em nós, cultivarmos essa paixão, esse relacionamento de ansiedade gostosa, de cuidado, de carinho, de olhar no olho do outro sem conseguir desgrudar, contando os minutos para rever um ao outro.

Ele sempre está assim, continua apaixonado por nós mesmo após tanto o trairmos. Apesar disso ainda hoje Ele nos chama, nos estende a mão para que voltemos aos seus braços de amor.

Más notícias, boas notícias

1. Não terás outros deuses além de mim.
2. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos.
3. Não tomarás em vão o nome do Senhor teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão.
4. Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou.
5. Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá.
6. Não matarás.
7. Não adulterarás.
8. Não furtarás.
9. Não darás falso testemunho contra o teu próximo.
10. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença. – Êxodo 20:3-17

Hoje eu tenho uma má notícia para dar para vocês.

Nós somos pecadores.

Tá, eu sei que isso talvez não seja novidade para ninguém, mas pare por um instante e tente imaginar, ou se lembrar, do por quê somos pecadores.

Talvez você só tenha ouvido falar a esse respeito mas não entende exatamente porque você é um pecador, ou o que significa ser um pecador.

Deixa então eu te perguntar uma coisa, o que você entende por pecado?

Alguns dirão que pecado é errar o alvo, um desvio de rota, a quebra de um princípio moral ou propósito para com Deus ou sua Lei, e todos em alguma medida terão razão ao defini-lo assim.

Mas pecado não é “só” isso.

Pecado vai muito além, é uma ofensa grave contra Deus e a gravidade aqui não diz respeito tanto à natureza do fato em si, mas à santidade e importância do ofendido.

O pecado ofende a Deus de um modo que só podemos imaginar, pois é uma rebelião consciente e premeditada contra o nosso criador, ou seja, é a criatura querendo ter vida própria e independente do ser que a criou, e mais, dizer que não precisa desse Deus, que não o reconhece, que não o aceita, enfim, que Ele não existe.

O pecado entrou na terra através de Adão, e todos conhecemos a história narrada no livro do Gênesis, a respeito da serpente oferecendo a Eva, e posteriormente a Adão, do fruto da árvore proibida.

Ele tem muito a ver com dois aspectos, sendo o primeiro o fato de Adão ter duvidado de Deus, não confiado em sua palavra, em sua vontade, não ter acreditado que aquilo que Deus tinha falado para ele era o melhor para sua vida, que sua vontade é boa, agradável e perfeita, conforme lemos em Romanos 12:2.

Será que nós também não temos cometido esse mesmo erro?

O segundo aspecto diz respeito a quem Adão preferiu dar ouvidos, ou seja, à serpente ao invés de a Deus, e não apenas isso, à forma como a serpente seduziu Eva e a enganou, que foi distorcendo a própria palavra de Deus.

Isso é importante porque muitas pessoas dizem falar em nome de Deus, mas se não estivermos firmes nas Escrituras, se não conhecermos bem a Deus e à sua palavra não teremos como distinguir o certo do errado que se disfarça de certo, porque o pior erro não é aquele grosseiro, que logo identificamos como falso, mas aquele que é tão parecido com o verdadeiro, que tem cara de verdade, cheiro de verdade, parece com a verdade, mas é mentira.

Na narrativa da criação, em Gênesis 2:16,17 a Bíblia diz o seguinte:

E o Senhor Deus ordenou ao homem: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá”.

O homem foi criado originalmente por Deus para ser eterno, imortal, e nos primeiros instantes de sua vida recebe do Criador uma missão, uma tarefa, e limites.

Você pode até questionar a utilidade e finalidade de um limite como esse, de não comer o fruto de uma árvore.

De fato, não parece muito razoável, à semelhança de alguns limites que nossos pais ou a sociedade nos impõem.

Na verdade, não creio que o propósito de Deus para esse caso tenha sido impedir Adão de comer do fruto de uma árvore, mas observar se e por quanto tempo poderia confiar no homem que criara, e se sua criatura dependeria integralmente nEle, confiaria nEle e Lhe obedeceria.

Então o resultado da desobediência de Adão gerou a morte, biológica, porque era imortal e passou a ser mortal, e espiritual, resultado da sua rebelião, do tipo daquela orquestrada pelo diabo e seus anjos quando foram expulsos do céu.

O pecado de Adão contaminou a natureza e a criação, sua descendência, toda a humanidade.

Vemos que Deus precisou matar um animal para cobrir a nudez de Adão e Eva; não, antes disso nenhum animal havia morrido, a criação, como falei, fôra criada para ser eterna.

A morte só aí entra no mundo recém criado.

Mas você poderia perguntar: “o que tenho eu a ver com o pecado de Adão”?

Existem diversos textos nas Escrituras que falam que herdamos de Adão a natureza pecadora, e como consequência também a morte e separação de Deus, e de fato, o texto de Romanos 5:12 diz o seguinte: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”, ou seja, trazemos em nossa “carga genética” essa “maldição”, a tendência para a morte, para fazer o mal.

Talvez agora você comece a enxergar uma razão para necessitarmos de salvação, de um salvador.

Mas será que não poderíamos nós mesmos nos salvar, nos arrepender de nossos maus caminhos e começarmos a fazer o bem?

Para responder a isso eu pergunto a cada um de vocês, será que algum de vocês se considera suficientemente bom para contrabalancear todo o mal que fizeram em suas vidas?

Deixe-me dar uma ideia da real dimensão do problema.

Os dez mandamentos, que são o texto de Êxodo 20, corresponderiam aproximadamente à nossa Constituição.

Acontece que a maioria de nós é culpada de violar todos, senão a maioria, dos 10 mandamentos, e não vou fazer um estudo sobre cada um dos mandamentos porque não é essa a razão da mensagem de hoje, mas apenas para exemplificar, vejamos o primeiro: “Não terás outros deuses diante de mim.”.

Deus aqui é tudo aquilo que ocupa o primeiro lugar em nosso coração, o lugar chave, principal em nossa vida, e isso pode ser um amigo, um namorado ou namorada, pais, família, dinheiro, bens, um artista famoso, uma infinidade de coisas ou pessoas, ou nós mesmos, normalmente.

Eu sou culpado desse crime diversas vezes, infelizmente, no curso dos meus 33 anos, ao ponto até de Deus ter falado claramente comigo, quando morava em Salvador e desejava do fundo da minha alma voltar para Fortaleza, de que eu estava idolatrando esta cidade.

Idolatria, esse é o pecado de tirar Deus do centro da nossa vida e colocar qualquer outra coisa ou pessoa. Quem nunca fez isso, quem nunca passou por uma situação assim?

Mas você pode analisar os 10 mandamentos e dizer “eu nunca matei ninguém ou nunca trai minha namorada”.

Será mesmo?

Jesus em Mateus 5:28 diz que “qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.”, e um pouco antes diz o seguinte:

Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. – Mateus 5:21-22

Irmãos, eu sou réu de todos esses crimes, pois infelizmente já idolatrei em meu coração, já desobedeci meus pais, desonrando-os, já cobicei os bens de outros e senti inveja, e até a mulher dos outros eu já desejei,

infelizmente, e muitas vezes luto contra isso até hoje, ainda que a moça seja solteira, pois como Jesus falou o mero pensamento cobiçoso já é adultério.

E quem nunca brigou com um irmão ou amigo a ponto de xingá-lo ou sair no tapa mesmo?

Será que só eu fiz isso?

Ou será que vocês, levando em conta a interpretação dada por Jesus, também não são culpados de cada um desses 10 mandamentos?

Paulo diz em Romanos 6:23, em consonância com todo o ensino do Velho Testamento, que o salário do pecado é a morte, ou seja, tanto o resultado como a paga daquilo que fizemos e merecemos é a morte.

Somos culpados, não temos desculpa, ninguém, por melhor que seja, poderia chegar diante de Deus e argumentar em favor de si mesmo, declarando suas virtudes, tentando ganhar por mérito próprio a salvação, a absolvição.

Para finalizar esta parte, perceba que estamos falando apenas da “Constituição”, dos 10 mandamentos.

Pois saiba você que a Lei de Moisés contém aproximadamente 613 mandamentos, a depender do comentarista, dos quais 365 são de não fazer, ou seja, proibições, e muitos outros de fazer, ou seja, obrigações.

Será que nesse universo de leis que provavelmente não sabemos a maior parte, não seríamos culpados também de muitas outras coisas?

São 365 proibições, uma para cada dia do ano.

Só para efeito de comparação, nosso Código Penal brasileiro possui 360 e poucos artigos, dos quais nenhum trata de pena de morte, enquanto boa parte dos mandamentos da Lei Mosaica previa esta pena explícitamente, mandamentos dos quais eu e você somos culpados de quebrar.

Tendo em vista a dura verdade narrada até aqui, será que não temos razão mais do que suficiente para nos desesperarmos?

Felizmente, a história não para aqui.

Nem tudo são más notícias.

Vimos que somos culpados sem chance de absolvição dos crimes mais hediondos possíveis, crimes cometidos contra nós mesmos, contra outras pessoas e contra Deus.

Também vimos que ninguém, por melhor que seja, poderia advogar em causa própria perante tão perfeito juiz, com uma lei que, apesar de justa, é bastante rigorosa.

O problema é que ninguém consegue cumprir a lei, e de fato a lei serve apenas como limite, como meio, não como um fim em si mesma.

A própria Palavra, em Gálatas 3:10 nos diz “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.”, ou seja, todos aqueles que tentam se justificar perante Deus apenas pelo cumprimento formal de uma lei, sem entender ou mesmo ligar para os princípios por trais daquilo tudo, não conseguem, pois ninguém consegue cumprir fielmente um lista tão grande de normas pela vida inteira sem cometer nenhum deslize, desde criança até a velhice.

O sacrifício de animais, que era a forma pela qual a lei propunha para o pagamento de nossos pecados, era apenas uma sombra do que haveria de vir, pois desde o sacrifício do primeiro animal para cobrir a nudez de Adão, ao sacrifício de Abel, passando pelo cordeiro pascal que foi morto e cujo sangue foi espalhado nas portas das casas do povo de Deus no Egito, toda a história da humanidade apontava para o sacrifício de Cristo na Cruz do Calvário, esse sim que teria o poder para de maneira definitiva vencer o pecado, pagar o preço do nosso resgate.

Paulo, nesse sentido, deixa bem claro em 1º Coríntios 15:21 que “assim como a morte veio por um homem,” – Adão – “também a ressurreição dos mortos veio por um homem.” – Cristo – e é verdade, nós estávamos mortos no pecado, irremediavelmente perdidos, até que Cristo voluntariamente se ofereceu para morrer em nosso lugar, e ao ressucitar, deu-nos também o poder de ter vida novamente, não uma reencarnação, mas uma vida restaurada, homens e mulheres que estávamos mortos espiritualmente adquirimos nova vida, somos feitos novas criaturas pelo sangue de Jesus.

Esse é o aspecto chave do evangelho que significa boas novas.

Não seriam boas se não tivéssemos tantas más notícias para comparar.

Somos sim merecedores de morte, somos sim culpados, mas alguém pagou o preço, alguém morreu em nosso lugar, alguém nos reconciliou com Deus, o Filho de Deus e Ele mesmo Deus, desce do seu trono de glória e se reveste de um corpo frágil como o de uma de suas criaturas, só Ele poderia fazer isso pois só Ele é sem pecado, sua natureza não descendia de Adão mas do próprio Deus.

O sacrifício de Jesus na cruz foi perfeito, nada precisamos mais fazer. E de fato, o que poderíamos fazer?

Se pudéssemos fazer alguma coisa já o teríamos feito e não precisaríamos de tão perfeito advogado.

Paulo, falando dessa boa notícia, nos diz o seguinte em Romanos 5:12-21:

Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram; pois antes de ser dada a lei, o pecado já estava no mundo. Mas o pecado não é levado em conta quando não existe lei. Todavia, a morte reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram pecado semelhante à transgressão de Adão, o qual era um tipo daquele que haveria de vir. Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. Pois se muitos morreram por causa da transgressão de um só, muito mais a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transbordou para muitos! Não se pode comparar a dádiva de Deus com a conseqüência do pecado de um só homem: por um pecado veio o julgamento que trouxe condenação, mas a dádiva decorreu de muitas transgressões e trouxe justificação.
Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo. Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens.
Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos. A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Sendo assim, não temos mais que temer a morte e o inferno, e não apenas isso, não temos que ficar distantes de Deus, o pai. Então, essas são realmente notícias excelentes!

Ainda pecamos, infelizmente, mas já não somos mais condenados, conforme Romanos 8:1, pois temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo.

Disso nos fala o apóstolo João:

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo. Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: “Eu o conheço”, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. – 1 João 2:1-4

Não precisamos fazer mais nada.

Não há nada, afinal, que possamos fazer de ruim ou deixar de fazer de bom que faça com que Deus nos ame menos, ou que façamos de bom ou deixemos de fazer de mal que leve Deus a nos amar mais. Nossa salvação e o amor de Deus por nós não são fruto daquilo que fazemos ou deixamos de fazer, mas daquilo que Ele mesmo fez por nós em Cristo Jesus.

Todo o mérito foi seu, todo valor seu, então só nos resta agradecer e aceitar seu sacrifício, rendermos nossas vidas em seu altar de modo a receber a graça do perdão, da reconciliação, do seu amor, o presente da salvação, e do acolhimento como filhos em sua família.

Eu poderia continuar falando aqui das muitas razões que me fizeram me apaixonar por Jesus, como suas promessas, por exemplo que nunca nos deixaria sós, que nos enviaria o seu Espírito para nos consolar, que voltaria um dia para nos levar para junto do Pai, e muitas outras mas eu vou parar por aqui.

Será que nós entendemos essa palavra?

Como vamos nos posicionar a respeito?

Precisamos reconhecer a nossa total incapacidade, e a nossa necessidade de salvação e de um Salvador que é Cristo, e então nos arrependermos de nossos maus caminhos e nos entregarmos 100% ao Pai, termos um relacionamento íntimo com esse Deus que é relacional, que nos ama tanto quanto no princípio e fez de tudo para que voltássemos para Ele, que ofereceu seu tudo, seu filho Jesus.

Deus nos abençoe.

Oportunidades desperdiçadas

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. – Apocalipse 3:20

Não sei quanto a vocês, mas eu já perdi inúmeras oportunidades em minha vida, muitas das quais ainda hoje me arrependo, tenha sido em razão de medo, timidez, orgulho pessoal, “timing” errado, ou alguma outra causa diretamente sob meu controle.

Sim, porque não adianta chorar o leite derramado por coisas que fugiram ao nosso controle, assim, se eu perdi supostas oportunidades em razão de terceiros, paciência, mas se perdi por burrice ou preguiça, por exemplo, não devo culpar a ninguém senão a mim mesmo.

Lembro que quando estava ainda no começo da faculdade de Informática, lá pelos idos de 1998, ou cerca de um ano, um ano e meio antes de estrearem sítios de comparação de preços entre as, à época, incipientes lojas de informática da ainda nova Internet brasileira, como por exemplo o Buscapé e o Bondfaro, eu e um colega meu fizemos um protótipo parcialmente operacional de um mecanismo de busca e comparação de preços em diversas lojas virtuais que existiam para um trabalho de uma disciplina da faculdade, o qual foi bastante elogiado pelo professor pela inovação e qualidade.

No entanto o trabalho permaneceu assim, apenas um protótipo e nunca foi ao ar.

Pouco tempo depois estrearam esses dois sítios, e eu cheguei a comentar com meu colega sobre o nosso trabalho e como eles eram parecidos com a idéia que nós tivemos, mas também não fizemos nada a respeito e ficou por isso mesmo.

Alguns anos depois, um dos sítios foi vendido por alguns milhões de reais, e minha oportunidade de ficar rico permaneceu como uma mera lembrança.

Todos perdemos oportunidades em nossas vidas, isso infelizmente é um fato do qual não temos de que nos orgulhar, e por mais que nos esforcemos contra, vez ou outra seremos vítimas do “destino”, de nós mesmos sejamos bem francos.

Lembro de pelo menos duas vezes ter ficado a fim de alguma garota na época da faculdade, e ela de mim, concometantemente, e no entanto nunca rolou nada entre nós, só depois de muito tempo, quando ambos já não sentíamos nada um pelo outro, é que ficamos sabendo, sem ter nada mais a fazer senão lamentar.

Isso pra não dizer de casos em que eu fiquei a fim de alguém e a pessoa nada, e tempos depois me vi em situação inversa, a pessoa a fim de mim e eu nada.

Eu costumo dizer que todos somos presenteados com oportunidades, uns mais do que outros, umas melhores, outras piores, e as vezes aparece para nós a oportunidade de uma vida, seja em que sentido for, e é melhor estarmos preparados, de olhos e ouvidos bem abertos para  identificá-la como tal, agarrar essa oportunidade com unhas e dentes, não deixá-la escapar, para não nos lamentarmos posteriormente e para o resto da vida.

Com relação a oportunidades uma das coisas que ao mesmo tempo me causa surpresa, espanto e tristeza é como as pessoas desperdiçam as oportunidades de um relacionamento com Deus.

É, porque seja dentro ou fora de um ambiente religioso, as vezes fazemos pouco caso do sacrifício de Jesus na cruz ao dizermos “agora não, talvez mais tarde”, não queremos um compromisso, nada sério, pensamos que Deus é alguém que vai cortar o nosso barato e não queremos “perder a nossa juventude”, como se desfrutar de um relacionamento com o Pai fosse perder alguma coisa e não ganhar, na verdade.

Tomamos essa oportunidade como eterna, como se a porta sempre fosse ficar aberta para nos relacionarmos com Deus, nos esquecendo que se Cristo hoje bate à nossa porta esperando que nós abramos, sua imensa paciência um dia pode se esgotar, como na parábola das virgens loucas (Mateus 25:1-13) em que aquelas que não responderam por não estarem preparadas, por não reconhecerem a relevância, a importância daquela oportunidade, acabaram ficando de fora do casamento, sozinhas, amargando a escuridão.

Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. – Isaías 55:6

Deus hoje nos oferece a oportunidade de nossas vidas, oportunidade de voltar de onde quer que estejamos para os seus braços de amor, para recebermos o seu perdão, o seu conforto, a sua amizade.

Será que temos desperdiçado também essa oportunidade?

Não sejamos loucos nem desprevenidos, ou como diz as Escrituras no livro de Hebreus, se hoje ouvirmos a voz de Deus não devemos endurecer os nossos corações como na época do Faraó do Egito e do povo que caminhou pelo deserto, antes, abramos com diligência a porta e convidemos a Jesus para entrar e cear conosco, ocupando o lugar principal da mesa, de modo que possamos ouvi-Lo falar de maneira pessoal e íntima ao nosso coração.

A minha oração hoje, com base em tudo acima, é que a gente possa aproveitar as boas oportunidades que a vida, Deus, nos dá a cada dia, das quais a principal é um relacionamento de intimidade consigo por meio de seu Filho Jesus.

Deus nos abençoe.