Imitadores

Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo. – 1 Coríntios 11:1

Jovens, já pensaram na força do testemunho de vocês?

Essa palavra de Paulo nos deveria motivar fortemente a duas coisas:

  1. melhorar cada vez mais nosso testemunho;
  2. convidar outras pessoas, ou melhor, desafiá-las a serem seguidores, imitadores de Cristo.

Não devemos ter vergonha ou medo desse desafio, pensando que não somos bons o suficiente para servimos de modelo para outros. Ao contrário, devemos nos incentivar mutuamente a crescermos nesse relacionamento com o Pai porque isso naturalmente vai transformando as nossas mentes, moldando novos pensamentos e comportamentos, e até mesmo mudando nosso temperamento.

Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos. – Filipenses 3:17

Eu não sou perfeito, longe disso, e faço minhas as palavras de Paulo em Romanos 7:24 quando diz “miserável homem que sou”, após discorrer sobre o bem que queria fazer e não conseguia, e que o mal que não queria fazer esse era o que ele praticava.

Mas é esse mesmo Paulo que nos manda (!!!!) seguirmos o seu exemplo. E sou eu mesmo, falho, fraco, que desafio vocês hoje: sigam o meu exemplo! Você tem coragem de repetir isso pra outros jovens como eu e você que estão precisando de encorajamento, que estão fraquejando na fé, frios e distantes do caminho do Senhor a que não desistam e voltem-se novamente para os braços do Pai?

Tome hoje mesmo essa postura, assuma essa posição, deixe de lado sua timidez ou medo por um momento pois o Senhor mesmo é quem nos chama e nos envia, e para isso Ele também nos capacita. Deus nos abençoe!

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Com publicanos e pecadores

Estando Jesus em casa, foram comer com ele e seus discípulos muitos publicanos e “pecadores”.
Vendo isso, os fariseus perguntaram aos discípulos dele: “Por que o mestre de vocês come com publicanos e ‘pecadores’?” – Mateus 9:10-11

Lembrei agora de vários momentos em que Jesus comia com pecadores e era censurado pelos fariseus e outros religiosos de plantão e pensei em três coisas que podemos aprender dessas histórias:

  1. a iniciativa de Jesus de se aproximar, dialogar, ter um relacionamento, conviver, manter comunhão, frequentar a casa, tornar-se próximo, amigo de pecadores (como aliás veio a ser conhecido);
  2. o interesse genuíno de muitos na condição de segregados, marginalizados, condenados ao ostracismo social devido à sua má reputação ou fama, e que reconheciam a sua parcela de culpa em se encontrarem nessa situação, de, a despeito de tudo isso, do que as pessoas pudessem pensar ou falar, de ter esse momento de comunhão com o Mestre para aprender, para igualmente se aproximar, revelar suas profundas dores e limitações interiores, e buscarem uma comunhão com o Deus relacional e próximo que Jesus pregava, um Deus que a religião lhes sonegava, ou melhor, um Deus diferente do deus pregado pela religião;
  3. o julgamento dos religiosos tanto com relação a Jesus quanto com relação aos “pecadores”, esquecendo-se eles mesmos de que também eram pecadores, pois afinal todos somos, e ainda, eles mesmos não se achegando ao Senhor, pior, impediam outros de assim fazerem com cargas e mais cargas de rituais e formalismos inventados pelo homem para ter a aparência externa de santidade mas que não causavam nenhuma mudança interior nem impactavam positivamente a sociedade.

Com isso em mente, a minha oração hoje é que possamos reconhecer o nosso estado vil e miserável de pecadores, mas estarmos sempre desejosos de participar na comunhão do Senhor, procurando levar também outros ao conhecimento do Cristo, e evitar o julgamento religioso, o falso moralismo que impede a nós e a outros de desfrutarem desse relacionamento de paz que o próprio Deus veio oferecer a nós suas criaturas. Deus nos abençoe.

Não estar longe…

“Muito bem, mestre”, disse o homem. “Estás certo ao dizeres que Deus é único e que não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as forças, e amar ao próximo como a si mesmo é mais importante do que todos os sacrifícios e ofertas”.
Vendo que ele tinha respondido sabiamente, Jesus lhe disse: “Você não está longe do Reino de Deus”.
Daí por diante ninguém mais ousava lhe fazer perguntas. – Marcos 12:32-34

Não estar longe… Muitas vezes penso que o pior lugar para alguém estar é perto do evangelho sem contudo deixar-se encher pelo mesmo, ser contaminado ao ponto de sua natureza mudar, aproximar-se de Cristo mas fitá-lo à distância, sem se comprometer.

De fato, muitas vezes importa mais a direção no nosso movimento, se é de aproximação ou de afastamento, do que a real posição que detemos, pois muitas vezes somos criados em um ambiente familiar religioso e até sabemos muito, o conhecimento meramente intelectual, a respeito de Jesus, de Deus, de seus valores, mas estamos dia a dia e paulatinamente caminhando para mais longe do Pai, fugindo de sua presença, enquanto outras vezes nascemos em um lar não cristão e cujos valores são em nada parecidos com os do Senhor, e no entanto O conhecemos em algum momento de nossas vidas e começamos então a caminhar para junto de Si e estabelecer com Deus e Ele conosco uma amizade profunda e eterna.

Jesus falou que aquele escriba não estava longe do Reino de Deus porque ele percebeu, diferentemente dos demais religiosos que tanto criticavam o mestre, que a verdadeira religião que Deus aprova é a prática, não a teórica, é aquela que se importa com o outro, aquela que visa um relacionamento sincero e pessoal com Deus e com o semelhante, a religião que liberta e não a que aprisiona, que se preocupa mais com os formalismos, que é legalista.

A minha oração hoje é que reflitamos onde estamos em nosso relacionamento com o Senhor, qual a direção, de aproximação ou afastamento, e o que porventura nos está levando para mais perto ou para mais longe do Senhor, de modo que com isso em mente a gente possa tomar a decisão correta de pular de cabeça nesse relacionamento de amor, e receber finalmente o abraço do Pai que permanece há tanto tempo de braços abertos à nossa espera. Deus nos abençoe.

Brilhar a boa luz

Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. – Mateus 5:16

A Bíblia é bem clara em Mateus 6:1 quando Jesus, no sermão da montanha, nos fala para evitarmos fazer boas obras na frente de outros homens, mas diferentemente do texto acima, que por sinal encontra-se no mesmo contexto do sermão do monte, o texto de Mateus 6:1 tem uma finalidade rival.

Enquanto no texto acima vemos que devemos sim praticar boas obras de modo a que essas obras, quando vistas, redundem em glória ao Pai, o texto de Mateus 6:1 fala que não devemos praticá-las com a finalidade de sermos vistos, ou seja, de modo que delas decorra glória a nós mesmos. É o oposto.

De fato, a nossa luz, que de fato não é nossa mas de Cristo, apenas a refletimos (e se ou quando de fato a refletimos, que infelizmente muitas vezes não o fazemos), deve sempre brilhar em prol dos mais desfavorecidos de modo a fazer com que mais pessoas conheçam o amor do Pai que não subsiste em teorias, mas em ações práticas de doação individual e sacrificial.

Essa, aliás, é a tônica do Novo Testamento que nos encoraja a praticarmos as boas obras, também chamadas de obras de justiça, em diversos textos como por exemplo:

E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras. – Hebreus 10:24

E ainda:

Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras… – Tito 2:7a

E por fim:

Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, naquilo em que eles os acusam de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção. – 1 Pedro 2:12

As boas obras portanto:

  1. provam a verdade da nossa fé, conforme Tiago 2:17,18 e versos seguintes;
  2. glorificam a Deus;
  3. são um sinal de obediência nossa aos mandamentos de Jesus;
  4. servem de exemplo aos demais irmãos;
  5. testificam aos incrédulos do amor de Deus.

Uma última lição que podemos tirar do texto acima é que infelizmente damos muita publicidade e relevância a coisas que não glorificam a Deus, ou seja, brilhamos a luz errada. No mesmo sermão da montanha, Jesus fala em Mateus 6:23 que se a luz que há em nós forem trevas, o nosso ser será tenebroso, as trevas que há em nós serão profundas.

A minha oração hoje é que Deus nos capacite a caminhar no caminho de boas obras que nos é oferecido e para o qual fomos criados, conforme Efésios 2:10, desenvolvendo na prática do amor a religião que é verdadeiramente aceitável ao Pai, a única religião que faz a diferença nesse mundo tão carente de Deus, de amor, de paz, de valores. E que aprendamos a ter discernimento daquilo que falamos, do que fazemos, do que escrevemos, do nosso testemunho, se estamos brilhando a luz de Cristo ou se estamos expondo o mundo que jaz em trevas a trevas ainda piores, se estamos servindo de farol para o resgate de almas perdidas, ou se as levamos, pelo nosso mal exemplo, ainda a mais longe de Jesus.

Deus nos abençoe.

Obreiros aprovados

Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade.
Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade. – 2 Timóteo 2:15-16

O versículo de 2 Timóteo 2:15, embora verdadeiro e necessário, ou seja, devemos manejar bem a palavra de Deus, sermos fluentes no dialeto do reino ao qual pertencemos, não nos é “estranho”, pois certamente já o temos lido alguma vez.

Já a continuação desse texto, que pouco ouvimos falar, é tão necessária quanto, é dele decorrente e não é apenas um acessório do principal, pois é parte de um só ensinamento, qual seja, de que não adianta manejarmos bem a palavra de Deus, sermos fluentes no idioma da santidade, se formos fúteis e possuirmos a língua suja, falando como ímpios, sendo fluentes também no idioma da impiedade.

O ensinamento é um só, para sermos obreiros aprovados que não temos de que nos envergonharmos devemos aprender uma coisa e esquecer a outra, pois os dois comportamentos denotam duas cosmovisões distintas, dois estilos de vida mutuamente exclusivos, a santidade e piedade de um lado, a impiedade e o pecado de outro.

Que Deus nos ajude, hoje, a percebermos qual o estilo de vida que temos escolhido viver, pois ele dirá que deus de fato seguimos. Que possamos por em prática o ensinamento de Jesus que diz que a boca fala do que o coração está cheio (Lucas 6:45), sejam coisas boas ou más, mas nunca ambas, pois é impossível uma árvore dar dois frutos.

Deus nos abençoe.

Discípulos, não prosélitos

Então, Jesus aproximou-se deles e disse: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos. – Mateus 28:18-20

A ordem de Cristo a seus seguidores é bem clara: “vão e façam discípulos”.

Jesus nunca quis prosélitos, convertidos de uma religião para outra, o seu desejo sempre foi discípulos.

O problema é que nós muitas vezes confundimos um pelo outro.

Prosélito significa literalmente aquele que abraça uma nova religião, enquanto igualmente no sentido literal original, discípulo significa aquele que recebe disciplina ou instrução de outro.

Sabendo disso, qual seria realmente o desejo de Jesus, que conseguíssemos seguidores para a “nossa religião”, religião essa que Cristo mesmo não teve a intenção de criar, muito ao contrário, tendo sido muito do seu ensinamento justamente voltado contra as hipocrisias das religiões institucionalizadas, ou que através do nosso ensino e correção, pessoas conhecessem a sua pessoa e começassem um relacionamento de amizade íntima e sincera?

Deus não quer religiosos, já basta tantos que existem por aí, o que Ele deseja é novamente andar com seus filhos, abraçá-los e beijá-los muito à semelhança do que um pai terreno faz com os seus.

Por isso, quando (e não “se”) anunciarmos as palavras e obras de Jesus, o quanto Deus nos amou através da vida, morte e ressurreição de seu Filho, atraiamos para Si, por meio de relacionamentos, novos amigos, pessoas que Ele também possa vir a chamar de filhos e filhas.

É por meio da nossa amizade e testemunho individual que poderemos pregar na prática a Palavra de Deus, demonstrar o seu amor e compaixão, não através de um ritual ou de músicas que cantamos e que muitas vezes nem sabemos direito o que significa, nem muito menos pomos em prática.

Pensem nisso.

Deus nos abençoe.

Um coração que não muda

A multidão que ia adiante dele e os que o seguiam gritavam: “Hosana ao Filho de Davi!” “Bendito é o que vem em nome do Senhor!” “Hosana nas alturas!” – Mateus 21:9

Esse verso me fala de uma maneira bastante peculiar. Mesmo sendo uma confirmação pública do ministério messiânico de Jesus pelas pessoas de Jerusalém, pouco depois vemos essas mesmas pessoas gritando “Crucifica-o”, ao invés de “Hosana” e “Bendito é o que vem”.

O que poderia ter acontecido àquelas pessoas para fazê-las mudar seus corações tão rapidamente?

Primeiro, eles não esperavam um redentor espiritual, mas um político, já que eles não compreendiam o que realmente significavam as profecias do antigo testamento.

Segundo, eles estavam interessados não em um novo estilo de vida proclamado pelo messias, chamado por Ele de “o reino dos céus”, um caminho de perdão, amor, compartilhar e respeito; ao contrário, eles estavam centrados em si mesmos, interessados apelas nos milagres que Ele podia operar, o pão e o peixe que Ele era capaz de multiplicar, as doenças que Ele era capaz de curar, os demônios que Ele expulsava.

Terceiro, sua fé era baseada numa fundação bem frágil e sem substância: circunstâncias, que eles podiam ver, os milagres, suas expectativas, ao invés de na pessoa de Jesus, naquilo que as Escrituras realmente diziam a respeito do Pai e do Filho.

Mas antes de sermos precipitados em julgá-los, vamos examinar a nós mesmos para ver se também nós não estamos caminhando pelo mesmo exato caminho: estamos interessados em Jesus como nosso Senhor, ou somente como nosso Salvador? Que tipo de expectativas temos colocado em Jesus? Será que O temos tratado como um tipo de gênio da lâmpada, ou temos nos humilhado em sua presença em sinal de obediência, reconhecendo que Ele, e não nós, é o mestre, e nós, e não Ele, somos os servos? Será que temos vivido nossas vidas como Ele ordenou, como Ele viveu, uma vida de amor, perdão e compartilhar, ou temos perseguido somente nossos desejos egoístas, tratando outros apenas como um meio para atingirmos nossos objetivos? Qual tem sido a base da nossa fé, a pessoa de Jesus, seu sacrifício, sua cruz, sua ressurreição, o amor reconfortante do nosso Pai, o ministério da reconciliação operado em nossos corações por seu Santo Espírito, OU naquilo que Ele pode fazer por nós, naquilo que Ele pode nos dar? Temos realmente entendido o que Ele veio fazer aqui, todo o propósito de sua vida e morte?

No decorrer de poucos dias os judeus voltaram-se de aceitar a Jesus como seu rei, para acusá-lo de traição e crucificá-Lo. Mas honestamente, quem de nós poderia realmente dizer que não fazemos isso, “quase” (?) diariamente, pela menor das razões e decepções? Nossos corações vivem mudando a cada vento que sopra, nossa fé tropeça como se não confiássemos verdadeiramente nAquele a quem chamamos de Senhor. Mesmo que não gritemos publicamente “crucifica-o” como eles fizeram, é exatamente isso que continuamos a fazer em nossos corações todas as vezes que deixamos de perdoar a quem nos tem ofendido, cada vez que pedimos a Ele em oração por algo que sabemos que não é sua vontade, e como poderia ser se nosso pedido serve apenas para glorificar a nós mesmos e não a Ele?

Minha oração hoje é que: 1) o Senhor Jesus me perdoe por não confiar nEle plenamente, ou por não confiar nEle pelas razões certas; 2) que Ele me dê um coração firme, constante, um coração que não muda da noite pro dia, um coração que todo e cada dia confirma, pela confiança, pela obediência, pelo amor, pelo perdão, o que a minha boca diz que creio.