In God we trust (nEle a gente pode confiar)

Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não. – Êxodo 16:4

O pão nosso de cada dia nos dá hoje; – Mateus 6:11

Deus é um deus provedor.

Ele cuida de nós e deseja o nosso melhor.

Deus nunca nos prometeu riquezas, poder, luxo ou que satisfaria nossos desejos egoístas frutos da nossa sociedade consumista, mas Ele nos prometeu saciar as necessidades mais básicas, o que, na pirâmide de Maslow, corresponde às necessidades fisiológicas, como alimento, saúde, e de segurança, como a moradia, abrigo.

É nesse contexto que o Salmista diz que o Senhor é o nosso pastor, e nada nos faltará (em nada passaremos necessidade), conforme Salmos 23:1, ou ainda no contexto da oração do Pai Nosso, ensinada como modelo de relacionamento com o Pai por nosso mestre Jesus, que Deus veste os lírios do campo em riqueza que nem Salomão usou, e alimenta os pardais que não precisam se preocupar, como não o faria conosco, seus filhos e infinitamente mais preciosos para Ele do que meras flores ou passarinhos?

Vejamos bem que o mesmo que Deus promete para Israel, em Cristo nós também temos acesso, a esse Deus de provisão, à sua generosa oferta de cuidado, de que não precisamos ficar ansiosos, preocupados, muito embora vivamos em um cenário de crise econômica onde muitos de nós estejamos momentaneamente apertados ou mesmo desempregados, esse é o momento de crer, esse é o momento de confiar.

Israel não confiou em Deus, nos versos seguintes vemos que o povo colheu mais do que podia comer com medo de faltar no dia seguinte, e a comida apodreceu.

O desafio portanto é confiar, entregar-nos nas mãos poderosas de Deus e não temos como confiar desconfiando, como diz a bela música do Vencedores por Cristo.

Não!

Ou confiamos ou não confiamos, não há meio termo, e a ansiedade é sinônimo de desconfiança.

Mas como eu, eu sei que você também é humano e fraco, então ainda que tenha apenas uma fagulha de fé e esperança, exercite essa confiança no Pai dando o primeiro passo pela fé, faça como aquele pai desesperado que deseja a cura de seu filho quando vai ao encontro de Jesus, conforme Marcos 9:24, reconheça sua incredulidade e peça a Deus que fortaleça ou aumente a sua fé!

A minha oração hoje é para que eu e você não sejamos teimosos e faltos de fé como aquele povo de Israel no Êxodo, que aprendamos a confiar e depender completamente em Deus, pois Ele nos sustenta e guarda, e diferentemente de nós que somos infiéis, Ele é fiel, Ele permanece fiel pois Ele é constante, Ele não muda, Ele está sempre disposto a estender a sua mão para nos abençoar!

Deus nos abençoe.

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Verdades sobre Cristo em 1 João 1

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida.

A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada.

Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo. – 1 João 1:1-3

 João foi o melhor amigo de Jesus enquanto Ele habitava esta terra.

Ora, isso não é algo irrelevante.

Ao contrário, quando começamos a ler a 1ª carta de João devemos necessariamente ter isso em mente.

Primeiro porque João foi quem mais e melhor conheceu a Jesus e isso diz muito a nós porque por meio do apóstolo João melhor conhecemos a figura tanto divina quanto humana de Cristo, já que Ele exclusivamente possuía essa dupla natureza.

Segundo porque João rebate inúmeras heresias que existiam em seu tempo e que infelizmente ainda causa a queda ou o desvio de muitos hoje em dia.

A primeira coisa que João fala é que Cristo “era desde o princípio”, o que remete à sua preexistência à própria criação, porquanto Ele mesmo foi o criador de tudo e de todos conforme lemos tanto no Gênesis, quanto no próprio relato do evangelho de João, no capítulo 1º.

Se era (é!) preexistente, como de fato é, Jesus não assume a natureza de coisa criada, como nós seres humanos, sujeito a falhas e fraquezas. Igualmente não pode ser comparado a um anjo ou outra criatura celestial, que embora tenham seu poder e glória, ficam muito aquém da majestade e senhorio do próprio criador de todas as coisas e que é Deus.

A segunda coisa que João fala de Jesus é que pode ouvi-Lo, vê-Lo, contemplá-Lo, e que suas mãos tinham apalpado Ele.

João faz menção aos sentidos, ao sistema sensorial, dizendo que Jesus foi visível, falou, comeu, sentiu fome, sede, tristeza, alegria, que as pessoas tinham tocado nele, e não apenas um leve resvalar de pele com pele, mas um abraço apertado mesmo, e até um beijo, como na traição de Judas.

Jesus, portanto, foi de carne e osso como eu e você, e não apenas uma “alma penada”, um espírito incorpóreo como alguns querem crer.

Isso significa que Ele entende perfeitamente bem todas as angústias e aflições que experimentamos no nosso dia a dia.

Ele, mais do que ninguém, tem o respaldo de defender-nos perante o Pai pois Ele sabe do que estamos falando, Ele viveu tudo aquilo que pode nos ocorrer, embora sem ter pecado.

A terceira coisa que João fala de Jesus, seu amigo, lembre-se bem, é que Ele é a Palavra da vida.

O próprio João no seu evangelho chama Jesus de Palavra, Logos, da onde tiramos a palavra lógica e que de fato é a razão de ser do universo, o que dá leis à natureza para sustentar a vida de animais, plantas, e dos seres humanos, criação sua.

Mas a vida se manifestou duas vezes, a primeira na nossa criação, a segunda na nossa re-criação, quando por meio de sua morte e ressurreição, Jesus nos reconciliou com o Pai, proclamando a nós que antes estávamos mortos em nossos pecados, e éramos inimigos de Deus, o evangelho de salvação, evangelho que significa boas notícias, de fato excelentes notícias, de que não dependemos de nossos esforços e méritos para cumprir uma lei, mas que o amor de Deus em Cristo Jesus nos alcançou, nos salvou, nos purificou, nos vivificou.

A última coisa que Jesus fala nesse trecho é que aquilo que ele viu, que ele testemunhou, isso também ele proclamou, para que nós também tivéssemos comunhão com Deus, com Cristo e com sua Igreja.

Poxa vida, se nós somos detentores de tamanha palavra de esperança, por que não deveríamos fazer o mesmo e compartilhar dessa mensagem com todos quantos pudermos, pessoas que, como eu e você um dia já fizemos, também caminham a passos largos para o inferno, lugar de miséria, sofrimento e separação completa e eterna de tudo que é bom, a começar do próprio Deus, lugar que não foi criado para nós seres humanos, mas para o diabo e seus demônios, mas que as pessoas voluntariamente, em sua rebelião contra Deus, também estão se auto condenando?

A minha oração hoje é para que você conheça a Jesus Cristo, o melhor amigo que alguém pode ter, que se arrependa de seus pecados e O receba em sua vida como Salvador e Senhor e desfrute verdadeiramente dessa amizade, dessa companhia, de um relacionamento profundo com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo.

1 Tessalonicenses 5:8

Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação. – 1 Tessalonicenses 5:8

Acho bacana esse texto de 1 aos Tessalonicenses porque apesar de pequeno, traz profundas lições a nós que nos chamamos de cristãos:

  1. Paulo no contexto compara o mundo enquanto sistema social perverso que foge de Deus e de seus valores, e de modo ativo Lhe desobedece, às trevas, e aqueles que se deixaram impactar pelo amor de Deus, seu perdão, graça e bondade, os homens e mulheres que vivem o evangelho prático de arrependimento, confissão de pecados e obediência ao Pai, à luz. Semelhantemente chama aos primeiros de criaturas da noite, enquanto aos últimos de criaturas do dia, não que a noite em si mesma carregue consigo algum mal, mas pelo aspecto do escondido, da escuridão das trevas como parâmetro de comparação entre aqueles cuja bondade não poderia ser escondida ainda que quisessem, e aqueles cuja maldade reclama a escuridão sob pena de ser exposta, e a seu praticante, à vergonha, ao julgamento, à condenação.
  2. Da mesma forma Paulo toca, repetidas vezes (e eu iria dizer que de forma indireta, mas dificilmente eu poderia entender como algo incidental uma coisa que se repete uma e outra vez) sobre a necessidade de nos mantermos sóbrios, em contraposição à nos embebedarmos, embriagarmos, e aqui não se refere ao mero uso de bebida alcoólica, até porque ele mesmo bebia (e tanto que recomendou a Timóteo que usasse do vinho para combater um problema estomacal), mas se olharmos por esse aspecto, inicialmente, para exercitarmos de moderação em tudo quanto fazemos, mesmo em coisas que não tem valor em si mesmos ou até que são boas, mas quando tomadas em excesso produzem males as vezes irremediáveis, e aqui uso o verbo tomar pela semelhança com o ato de beber, mas coloco verdadeiramente com respeito a qualquer coisa que façamos, deixemos de fazer, pensemos ou falemos. A sobriedade então se reveste mais de uma postura de responsabilidade com relação a nós mesmos, a Deus e aos outros, para não sermos surpreendidos por situações que estariam muito bem em nosso controle e, por descuido, despreparo, irresponsabilidade mesmo, nos achamos reféns de resultados que podem muito nos prejudicar.
  3. Por fim não posso deixar de me lembrar da semelhança desse texto com o de Efésios 6 onde o mesmo Paulo descreve a armadura que todo cristão tem necessariamente de vestir se desejar ser vitorioso contra as armadilhas do diabo. Isso mesmo. A nossa luta não é contra carne ou contra sangue, como diz o verso 12 de Efésios, no sentido de contra pessoas individualmente (ainda que tenhamos muitos “inimigos”, ou desafetos, pessoas que intentam o mal contra nós, psicopatas de um mundo vil, criminosos e tantas pessoas que nos fariam talvez questionar a realidade desse versículo), mas contra um reino espiritual que é real e faz (ou tenta, no melhor de seu esforço) contraposição ao reino de Deus do qual somos ao mesmo tempo súditos e embaixadores, um reino que aprisiona pessoas em ciladas demoníacas de sujeição a desvalores morais, onde pessoas são rebaixadas à condição de coisas, onde relacionamentos não valem mais nada, ou melhor valem apenas o quanto se pode pagar, o quanto um pode representar como vantagem para o outro, de fato, para cada valor ou princípio divino que, creia, é o melhor para a humanidade criada pelo Pai, quer impor, nos indivíduos e no inconsciente coletivo, no sistema político, social, cultural e econômico, o exato oposto, um outro “valor” que deturpe, que destrua, que mate e rouba como o próprio Cristo fez questão de avisar (João 10:10). É uma luta, diária, para a qual não podemos em hipótese nenhuma ir desarmados, desprotegidos, e sem a devida cautela e preparo, tanto físico, quanto psicológico/emocional, quanto, principalmente, espiritual. É interessante, contudo, que não nos valemos da lógica desse mundo para combatê-lo, nem confiamos em armas e estratégias militares (Salmos 20:7) para derrotar tão sagaz, feroz e potente inimigo, mas as nossas vestimentas e a nossa estratégia nos são dadas pelo Espírito Santo que guerreia conosco, ao nosso redor e em nosso coração, e consistem não de qualquer espada de metal, carabina ou canhão, ou ainda capacete ou uniforme camuflado, por exemplo, mas da fé, amor, e esperança da salvação, pelos quais e para os quais lutamos, uma vez que são meio e fins em si mesmos.