Greve de fome

Movimentos pacifistas em luta por uma causa são certamente a maneira correta de se lutar contra injustiças.
 
Como exemplos temos Mahatma Ghandi na Índia, contra a dominação inglesa, e Martin Luther King Jr. nos EUA contra a segregação racial.
 
No entanto, eu considero uma atitude autoritária e egoísta o que o bispo católico da cidade de Barra/BA vem fazendo em Cabrobó/PE, uma greve de fome infundada contra o projeto de transposição do rio São Francisco para os estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
 
Em primeiro lugar gostaria de dizer que sou favorável ao projeto, pelo impacto social que vai ter na vida de milhões de sertanejos desses quatro estados. Segundo que realmente o velho Chico precisa urgentemente de um projeto de restauração, revitalização, mas a realização da transposição não significa que esta revitalização não será feita. Terceiro que esse projeto nada tem a ver com o governo Lula, mas já possui quase, quiçá mais de, um século de estudos e debates…
 
Porque eu sou contra o que esse cidadão vem fazendo? Porque ele poderia ter participado dos debates que ocorreram em Juazeiro/BA e em todas as outras áreas supostamente afetadas por esse projeto, ouvindo ambos os lados para saber que posição ficar.
 
Ainda assim, a constituição é bem clara que os direitos do Estado são superiores ao do indivíduo, e se fôssemos começar "greves de fome" por cada projeto que vá ferir interesses de alguém, então todos os telejornais só iriam noticiar isso…
 
Faça-me o favor, deixe o país crescer e vá lutar não contra esse projeto, mas pela revitalização do rio São Francisco… uma coisa não vai contra a outra.
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