1º dia no apartamento novo

Ontem dormi pela primeira vez no meu apartamento novo.

Tirando o estranhamento do colchão, do ambiente em si, uma insônia que teimou em me manter acordado por uma hora ou mais, e a falta de travesseiros que eu tinha esquecido de levar do apartamento da minha sogra, a dormida foi muito boa.

Ainda há o que fazer de relativa urgência no apartamento, como terminar o serviço do granito da pia da cozinha e da área de serviço, já que estou sem poder lavar a louça adequadamente porque a pia está sem o sifão, ou mesmo a porta do banheiro da suíte que não foi colocada ainda, então fico sem privacidade no banheiro, sem contar o desperdício de energia com o ar condicionado do quarto fugindo para o banheiro, e a antena da tv que o cara disse que ia instalar hoje e acabei de saber pelo telefone que ficou, aparentemente, para amanhã. Veremos.

Isso sem contar o não tão urgente, como o rodapé do apartamento inteiro e alguns móveis, como a mesa e cadeiras de jantar, e o rack dos equipamentos de som.

Cheguei cansadíssimo e morto de fome ontem à noite, mas comi só um ruffles antes de dormir. Na verdade, não que não tivesse outra coisa para comer (capaz de nem ter mesmo, mas não importa), eu queria mesmo era tomar um banho e explorar um pouco o condomínio que eu mesmo tinha visitado poucas vezes apesar dos meses que se arrastaram na reforma que realizei. Fui tentar checar meus e-mails na lan house predial (isso mesmo, pense) mas me disseram na portaria onde fui buscar a chave que a Internet estava fora do ar. Segundo o administrador era lorota, mas tudo bem. Conheci de vista uns adolescentes que estavam jogando totó no salão de jogos, e fui ver a área da piscina, onde tinha outros guris nadando, e um casal se agarrando no escurinho próximo.

Perdi a paciência e voltei pro meu apartamento, para dormir de vez.

Hoje de manhã fui malhar na academia. Bem fraquinha, infelizmente, malharei apenas esses meses de janeiro e fevereiro pela liseira que está grande mas em março volto para a que malhava antes.

Gostei do meu primeiro dia, hoje será o segundo. Esse apartamento já começou melhor que o passado, pois pelo menos cama, cama mesmo no quarto eu já tenho, e não apenas o colchão solto no chão, e guarda-roupas no meu quarto mesmo e não um substituto no quarto de visitas…

Engraçado que esse é meu terceiro apartamento, meu mesmo, apesar que o primeiro não tive o privilégio de usufruir nem de uma noite, pois vendi-o pouco tempo após comprá-lo. Aqui em Salvador já morei em seis lugares diferentes, em 6 anos que estou aqui, mais do que nos 11 anos que morei em Fortaleza.

Deus queira que minha estadia seja bem melhor que a do meu último apartamento, pelo menos a vantagem de não ter vizinho em cima fazendo zuada eu tenho, agora que moro no último andar e meu vizinho de cima é só o próprio Deus.

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Insônia

Essa noite tive uma insônia de cerca de uma hora e meia, talvez duas horas, por volta das duas da manhã.

Procurei dormir de todas as formas. Não sei se foi o mega sanduiche que comi antes de dormir, não sei se foi a quantidade de coca cola e água que tomei antes de dormir. Sei que não conseguir dormir.
"Quer saber de uma coisa?", pensei, "Vou ler pra ver se consigo achar o sono". Sentei-me na privada devidamente fechada e terminei de ler o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, considerado o primeiro dramaturgo português, ainda nos séculos XV e XVI.
Mas não é sobre o livro nem sobre o autor este post.
Fato é que hoje de manhã acordei morto, mas ainda assim fui andar na praia. Corri a ida do jardim dos namorados até o aeroclube, e andei a volta. De manhã é muito mais quente que de tardezinha, tanto é que ia fazer alguns exercícios nas barras que ficam no caminho mas eu já estava tão quente, com o coração tão a mil, e com tanta sede que desisti.
Mas voltando à insônia, deparei-me na volta com um morador de rua dormindo no calor e luminosidade que estava fazendo, dentro da cabine de um trator que estava na areia e seria usado depois nas obras de reforma da beira mar.
Como é interessante, fiquei pensando, eu ter todas as condições de conforto para dormir, cama de mola grande, ar condicionado split, edredon, e ainda assim não conseguir dormir, e o morador de rua, sem nenhuma condição a priori de pregar os olhos, dormir de roncar e babar, refastelando-se ao sol como um cachorro, com o perdão da comparação e sem nenhum desmerecimento de ambos.
É, acho que insônia só dá em que tem muita preocupação na cachola.

Conta as bençãos (2009)

Conta as bençãos, conta quantas são, recebidas da divina mão. Conta as bençãos, todas de uma vez, e verás surpreso quanto Deus já fez.

Que verdade contida nesse hino tão antigo.

Esse meu post é uma maneira de agradecer a Deus pelas incontáveis bençãos que Ele me concedeu no ano passado, e embora eu não tenha como contá-las todas, muitas das quais Ele me dá sem eu mesmo saber (creio que na minha ignorância Ele me preserva de muitos dissabores), livramentos que vemos ou que não vemos, e mesmo pela quantidade me seria impossível lembrar de todas, quero aqui deixar registradas algumas das bençãos que o Pai me presenteou e minha gratidão a Ele.

No começo do ano passado passei no vestibular para Direito noturno da Universidade Federal da Bahia, realizando de uma vez só e depois de muitos anos dois sonhos, que era estudar Direito e especificamente em uma Universidade Federal.

No meio do ano casei-me com minha esposa, à época namorada de 4 anos.

Na nossa lua de mel tivemos a oportunidade de conhecer mais um país, Argentina, que é o terceiro além do Brasil que eu conheço (EUA, Canadá e Argentina).

Pude comprar um apartamento novo, bem melhor que o antigo, e voltando a morar no último andar, o que também é um sonho pessoal.

Pude vender meu apartamento antigo em prazo recorde de menos de um dia de anunciado.

Pude passar o natal com minha família em Natal/RN que fazia muitos anos não fazia. Aliás, pude ir de carro a Fortaleza, passando um dos melhores finais de ano que eu consigo lembrar.

Comecei a cantar junto com Sarinha no grupo de louvor da minha igreja no segundo semestre, o que tem sido muito bom e edificante para nossa vida.

Consegui passar direto em todas as disciplinas nesses dois semestres do curso de Direito, o que para mim é algo inédito, pois no meu primeiro curso de graduação, Informática, era um aluno apenas mediano, e fui para a final em quase todas as disciplinas.

Muito obrigado, Deus, Pai e Senhor.

Revendo o passado

Hoje tirei um pedaço do meu tempo para examinar uns documentos, papéis, que minha mãe tinha guardado e que me deu para jogar fora ou manter o que eu quisesse guardar.

Encontrei coisas da época da minha primeira faculdade, dos dois últimos semestres. Provas de algumas disciplinas como Linux, Computação Gráfica, Tecnologias de Internet e Simulação. Lembrei-me do professor Belchior, assassinado em um assalto. Já o conteúdo dessas disciplinas, se é que permaneceu algo na minha memória, deve estar guardado em backup em fita, abandonado nos porões de meu cérebro de maneira irrecuperável.

Boa época, a minha primeira faculdade. A segunda também tem sido muito boa, embora tudo seja diferente. Idade, local, colegas, assunto, maturidade, possibilidades e impossibilidades.

Vi na caixa de documentos o material da época da academia. Joguei tudo fora, não por querer apagar ou esquecer, apenas por não mais fazer uso.

Também vi muitos estudos que fiz da época que estudava a Bíblia com afinco. Muita coisa que eu sabia e que talvez não mais lembre. Devo voltar a ler a Palavra, muito me faz falta, e não apenas ler, mas meditar como antes eu fazia. Guardei-os, voltarei a eles assim que puder, quem sabe os digitalizo e coloco aqui e na minha comunidade do orkut?

Também resolvi guardar meus boletins escolares da alfabetização e da primeira série, são algo para mostrar aos meus filhos e netos, sabe Deus quando. Até meu primeiro discurso que li na vida, quando fui orador da minha turma de doutores do ABC minha mãe guardou. Pelo que tinha escrito com certeza não fui eu quem escreveu, mas tá valendo.

Por último vi uma cartinha que escrevi aos sete anos ao meu avô Valdemar dizendo o quanto o amava e que ele era o melhor avô do mundo. Coisa de criança. Talvez. Eu realmente o amava e me lembro, ainda que não tão vividamente quanto gostaria, de que realmente talvez eu gostasse mais dele do que dos meus próprios pais quando eu era criança. Uma vez ele ficou alguns meses sem falar com a minha mãe por causa duma surra que ela me deu, pra vocês verem como ele gostava de mim.

Rever o passado me trouxe boas recordações. Vamos ver daqui a alguns anos que recordações terei daqui de Salvador, dos meus vinte e poucos anos (daqui a pouco trinta, que completo em abril próximo).