28 anos

Completei ontem, 25 de abril, mais um ano de vida, 28 aniversários.

Recebi dezenas de recados no orkut desejando paz, alegria, realizações, etc etc, aos quais agradeci e agradeço aqui.

Não quero escrever muito sobre isso, embora tenha refletido bastante sobre o quanto o tempo têm passado realmente rápido, como não me sinto com 28 anos e sim com 18 talvez hehehe, mas o fato é que realmente 28 anos parece tanto, e às vezes me sinto pressionado a ter comportamentos, maturidade, tomar decisões compatíveis com a minha idade, mas que gostaria de não ter que ter essa obrigação.

Aos 18 a vida era muito mais simples, acordava tarde pra ir pra faculdade que era à tarde/noite, ainda não tinha começado a trabalhar (comecei aos 19), malhava quando dava vontade e meu corpo tinha muita dificuldade para ganhar qualquer grama.

Por outro lado aos 28 conquistei, unica e exclusivamente graças à bondade, amor e misericórdia do meu Deus, tantas coisas que não tinha (e gostaria de ter tido) quando tinha 18, e sinto que progredi bastante em direção ao alvo de ser mais parecido com meu Senhor Jesus Cristo, ainda que, devido aos percalços que a vida nos oferece diariamente, ainda esteja longe da perfeição, da "estatura de varão perfeito".

Agradeço a Deus por esses 28 anos, por mais um ano de vida repleta de bençãos e livramentos que muitas vezes nem me dou conta, e peço não uma vida longa, ou riquezas materiais, mas apenas que Ele continue ao meu lado sempre, perto, e que meus olhos possam ver a volta de seu Filho.

Anúncios

Fitna, o filme

Quinta feira passada assisti um curta metragem que está dando muito o que falar mundo afora, Fitna, o filme.

O curta está amplamente disponível gratuitamente na Internet e qualquer pessoa que queira assistir é só procurar por fitnathemovie ou algo assim que rapidamente terá acesso ao seu conteúdo.

Produzido pelo deputado holandês Geert Wilders, Fitna, que significa, no original em língua árabe, "desentendimento e divisão entre povos", ou ainda um "teste de fé em tempos de provação", segundo a página relativa ao verbete na Wikipedia, é um filme que fala sobre a brutalidade do islamismo, uma religião onde, segundo o curta, e confirmado pelo que vemos na imprensa todos os dias, qualquer coisa é motivo para o emprego da violência, a começar pelo fato de discordar da fé islâmica, ou seja, todos os "infiéis" que compoem os mais de 4,8 bilhões de não muçulmanos no mundo merecem morrer, religião que incentiva apedrejar adúlteros e homossexuais, cujas mulheres, segundo o mesmo filme, são tratadas como sub-pessoas, sendo maltratadas a ponto de terem seus clitóris removidos enquanto ainda são crianças.

O filme é bastante chocante.

Por curiosidade, resolvi seguir os enlaces que, do filme, apontavam para outros vídeos, estes claramente em resposta ao primeiro, produzidos por agências muçulmanas, afirmando que os versos retirados do al-corão estão fora de contexto, o que é de se admitir, e penso inclusive no monte de besteira que se produz diariamente quando pessoas tiram de qualquer sorte versículos bíblicos fora do contexto e aplicam no que lhes convém, e ainda que a questão das meninas maltratadas é uma questão cultural africana, e não necessariamente muçulmana, o que não desculpa o ato em si, odioso, mas desassocia diretamente ao fator religioso, e ainda vi entrevistas, curiosas diga-se de passagem, com mulheres americanas que se converteram ao islamismo e se dizem mais "livres" que antes, e mais ainda do que as pessoas, como eu, pensam.

Achei interessante um dos filmes que assisti, alguns jornalistas quiseram dar uma de advogado do diabo e fazer um filme semelhante baseado na bíblia, e o mais interessante foi que, apesar de inúmeros versículos que, retirados do seu contexto, poderiam dar suporte a comportamento semelhante ao terror dos fundamentalistas islamicos por parte de cristãos, o projeto foi abortado pois não conseguiram reunir evidências suficientes de tais comportamentos.

É de se pensar, quantas notícias você já ouviu de um fundamentalista cristão se explodindo em meio de "infiéis" muçulmanos? Ou mesmo judeus ortodoxos? Agora pense, quantos muçulmanos se explodem diariamente, no meio deles mesmos?

Deus tenha misericórida desse povo cego, e derrame o amor de Cristo e sua misericórdia de modo que deixem essa situação de terror, intolerância e violência em que vivem e que querem submeter a outros. A propósito, islã significa "submissão".

Você conhece Jesus?

Você conhece Jesus?

Esta pergunta pode soar estranha em um mundo onde existem tantos filmes falando sobre Jesus, onde tantas religiões anunciam sua vida e obra, onde tantos livros foram escritos sobre sua pessoa, onde tanto espaço e tempo foram dedicados ao estudo deste personagem histórico.

No entanto, trago esse questionamento, e antes de explicar o por quê de ter feito essa pergunta, gostaria de explicar um pouco "da pergunta em si".

Deixe-me fazer mais claro, o que você entende por "conhecer"? Por exemplo, se eu perguntasse a você se você conhece seu pai, mãe ou algum irmão, provavelmente você diria que sim. Isso implicaria que você sabe a idade deles, cor de cabelo e tom da pele de cada um, o que gostam ou não gostam, peso, altura etc. Além disso, pense em seus amigos, aqueles que você conhece de fato. Pense em como eles freqüentam a sua casa, e você a deles, como vocês compartilham tempo juntos, conversam, saem, se divertem ou dividem momentos de tristeza. Você certamente, ainda que não tão profundamente quanto com relação aos seus familiares, sabe o que lhes agrada ou desagrada, quais seus sonhos, ambições, qualidades e defeitos… Conhecer, como exemplificado acima nos casos da sua família ou amigos indica a presença de intimidade entre você e eles, o que é uma via de mão dupla, se o relacionamento é recíproco.

Agora que o conceito de "conhecer" está melhor definido, voltemos ao por quê da pergunta. Você realmente conhece Jesus, ou apenas sabe alguma coisa de quem Ele é e de sua história porque ouviu alguém falar superficialmente ou quem sabe até mesmo chegou a ler na bíblia ou em algum livro alguma coisa a seu respeito? Se alguém perguntasse a você o que Jesus tem feito de diferença na sua vida, o que você poderia responder? O que você saberia dizer a respeito de Jesus? O que você poderia dizer que Jesus "sabe a seu respeito" que você tenha lhe contado?

Conhecer Jesus, como conhecemos nossos familiares e amigos, implica em ter intimidade com Ele, deixá-Lo freqüentar a nossa casa, saber o que Ele gosta ou não gosta, e fazê-Lo saber o que nós também gostamos ou não gostamos, conversar com Ele, compartilhar com Ele nossos momentos de alegria e tristeza, gastar tempo com Ele, ou seja, ter um relacionamento de verdade com o Senhor e Salvador que deu a sua própria vida por amor de mim e você.

Com isso em mente, eu convido você, hoje, a conhecer Jesus, ter um relacionamento de intimidade com Ele. Jesus Cristo é o melhor amigo que podemos ter, alguém que nunca nos decepcionará, em quem podemos confiar irrestritamente, e que nos ama incondicionalmente.

Pessoas sortidas – Crônica de um restaurante “a kilo”

Hoje, como de costume, fui almoçar num restaurante "a kilo" no bairro da Graça. Diferentemente do usual, no entanto, e não sei se já escrevi sobre isso, tenho a impressão que sim, fiquei observando as pessoas que entravam e saiam do lugar, fazendo suas refeições, conversando etc.

Logo peguei meu prato de comida e sentei-me à mesa, ao lado de uma senhora bastante idosa, pois o restaurante, sempre cheio, dificilmente oferece um lugar vago para sentar-se sozinho. Quando estava sentado, e mal deu tempo, a senhora ao lado puxou papo, e começou a divagar sobre como beber refrigerante era ruim, como a família dela tinha sido criada desde ela até os netos sem beber refrigerantes e eram todos atletas, como se uma coisa tivesse necessariamente a ver com a outra, ou como se eu tivesse qualquer intimidade com ela para ela compartilhar tudo isso, mas deixa pra lá, e disse que se possível fecharia todas as fábricas de refrigerante… eu ein. Eu achei que ela não ia me deixar comer, de tanto que ela falou, fiquei até pensando se ela não seria como aqueles velhinhos abandonados pela família que a gente vê na televisão, apesar de ser bem apessoada e estar bem vestida, ou pelo menos carente de ter alguém com quem conversar. Na verdade, foi mais um monólogo da parte dela, porque eu precisava comer e voltar para o trabalho, mas sinto que ela ficou satisfeita de "conversar comigo". Inclusive, rio só de lembrar, ela perguntou porque meu prato estava tão vazio, se eu estava fazendo alguma dieta, ao que respondi que sim, de certa forma, porque ainda estou me recuperando da semana passada que passei hospitalizado.

Bem, fiquei "conversando" e comendo com a velhinha e depois que ela terminou de comer, ela se despediu e saiu, deixando-me a continuar a observar as pessoas ao redor. Percebi a variedade dos tipos ali presentes. Como é sortida a humanidade, como são diferentes as pessoas que frequentam aquele restaurante "a kilo". Cores diversas, negros, morenos, brancos, pálidos, vestidos de todas as maneiras possíveis e imagináveis, uns notadamente "à trabalho" e outros de sua maneira particular. Fiquei pensando na diversidade de religiões e credos, ou ausência dos mesmos, ali presentes, filosofias de vida, orientação política, vi gente saída da faculdade, tem algumas nas redondezas, e nas "quadradezas" também, e também garotos indo ou voltando do colégio. O tempo passa, alguns anos atrás era eu que ia e vinha da escola, sem o mínimo de preocupação senão que jogo de videogame eu iria jogar mais tarde, ou o quanto iria dormir depois do almoço…

Posteriormente sentaram-se à mesa que eu estava outras três pessoas. Sim, o restaurante é tão cheio assim, e a rotatividade é alta. Um deles, pelo menos, era de Juazeiro, interior da Bahia. Então fiquei pensando em quantas pessoas de locais diferentes estariam ali. Lembro que até turista estrangeiro já vi por lá, e na época da confusão da imigração dos espanhóis repatriados até um senhor espanhol estava sendo caçoado pelo seu amigo brasileiro, ambos à minha frente na fila do caixa. Sim, mas voltando à pessoa de Juazeiro, um conhecido seu, também sentado, estava falando muita besteira, não pude deixar de ouvir pois éramos quatro na mesa e ele ficou falando aos outros num volume que talvez até as mesas ao lado pudessem ouvir, fazendo piadinhas sem graça e até meio impróprias, e até fez menção de contar uma piada de cunho racista, que quase eu peço para ele esperar eu sair da mesa para não ouvir a "pérola", mas felizmente acho que ele percebeu o meu olhar e mudou de assunto.

Bem, depois de comer levantei-me e mais uma vez fui à fila do caixa, pagar os cerca de oito reais que gasto com meu almoço, até razoável pela qualidade do serviço, sempre no cartão de crédito pois além das milhas que ganho no programa de relacionamento do banco, doce ilusão, nunca ando com dinheiro mesmo… Entreguei à moça que estava à porta controlando o acesso das pessoas o cupom escrito "pago", ou melhor, hoje era outro carimbo que lia-se "kuei", parte do nome do restaurante, e fui-me embora, de volta ao meu carro, de volta ao meu trabalho, de volta ao restante do meu dia, rotina de todo santo dia.

Agora, escrevendo esse texto antes de ir escovar os dentes e voltar a trabalhar, fiquei pensando que sou, também, uma dessas pessoas sortidas, como uma jujuba ou um chocolate MMs entre os demais, bem parecido com os outros em muita coisa, mas também tão diferente que às vezes até nos chocamos uns com os outros, eu pelo menos.