Desviados 2

E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. – Lucas 9:57-62

Não, não acredito em perda da salvação. Não é o tema desse texto, mas é logicamente impossível perder algo por demérito que não se conquistou por mérito próprio (nesse contexto, pelo menos).

Acredito na não salvação, ou ainda mais claramente nos efeitos que a palavra de Deus tem quando não encontra um solo fértil para frutificar (ou melhor, dos solos/corações que a recebem), como Cristo descreveu na parábola do semeador (Lucas 8:5-18), quais sejam a empolgação inicial de um “novo crente”, o apagar de sua “fé” pelas decepções com o meio religioso-eclesiástico, a sucumbência às pressões sociais e do meio onde está inserido, a prevalência da dúvida, a falta de bases sólidas e alimento espiritual para o seu crescimento, enfim.

E creio também que muitos que estão entre nós tem aparência de crente, “cheiro” de crente, falam como cristãos (ou pelo menos usam seus jargões de um evangeliquês raso mas convincente), mas não são verdadeiramente salvos, convertidos, transformados, joios em meio ao trigo, como diz o Senhor (Mateus 13:24-30), cujas obras que permanecerem essas darão testemunho verdadeiro de sua salvação (ou não salvação).

Por que lembrei desse texto e resolvi escrever a respeito dele? Porque tenho visto mais e mais pessoas com as quais convivi no meio religioso, muitas delas que trabalharam na obra de Deus como obreiros, missionários, evangelistas, cantores, e hoje estão distantes do caminho do Senhor, vivendo o oposto do que tanto pregaram e cantaram.

Sei que os que foram verdadeiramente escolhidos, eleitos de Deus em Cristo Jesus, como filhos pródigos um dia retornarão para a casa do Pai.

No entanto, lembro também das palavras do apóstolo João:

Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.
Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. – 1 João 2:18,19

Os desviados, que nunca foram cristãos, na verdade se tornaram em anticristos, lutam contra o Senhor, desprezam o seu amor, a sua Palavra, o seu sacrifício, estavam (e estão) em nosso meio, cantam com a gente, falam como a gente, vão para as nossas programações, mas a verdade é que só o tempo dirá que são apenas joio, como palha que é levada pelo vento e não tem substância.

Isso deveria nos mover de compaixão por suas almas, nos causar uma santa indignação, e não sermos por eles enganados e levados ao mesmo erro que cometem.

Deus nos abençoe e guarde.

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Amigos do mundo

Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.
Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes? – Tiago 4:4-5

Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.
Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.
O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. – 1 João 2:15-17

Dois textos muito semelhantes escritos pelo irmão de Jesus e por seu melhor amigo, será que temos alguma razão para duvidar de suas palavras e daquele que as inspirou?

O mundo não é um local geográfico, é um sistema de valores, um paradigma, uma forma de enxergar a vida, uma cosmovisão que se choca frontal e radicalmente contra os valores de Deus.

São valores egoístas, que buscam o prazer pelo prazer, imediato, sem consequências, que não olha para o amanhã, para o eterno, apenas para o hoje, para o agora, para o eu.

Diversas são as passagens das Escrituras que nos falam que Deus e o mundo são duas realidades auto excludentes, uma contradiz a outra, e ainda que não podemos servir a dois senhores, pois inevitavelmente amaremos a um e aborreceremos ao outro (Lucas 16:13).

Assim nos fala Tiago, chegando a dizer que Deus, como nosso criador, Senhor e Pai, tem ciúmes de nós no momento em que dizemos sim ao mundo, como igreja sua que somos, comparados por toda a Bíblia a uma noiva, sendo Cristo o noivo, é de se entender dEle sentir ciúmes quando O traímos e nos prostituímos com o mundo, novamente, sistema de valores opostos ao seus. É como se disséssemos a Ele que encontramos felicidade em outros braços, quem não se sentiria mal em ouvir tais palavras de seu/sua amado/a?

João mais adiante deixa bem claro o que é o mundo, ou seja, a cobiça da carne, também chamada concupiscência, que nos faz escravos de nossos próprios instintos animais, escravos novamente pois Cristo já nos libertou, agimos como um porco que, depois de tomar um banho, corre novamente para o lamaçal. Cobiça que tem gatilhos externos é verdade mas que nasce de um coração egoísta, nasce de nossos próprios desejos pecaminosos. Cobiça que não se satisfaz com o que possuímos, mas quer sempre mais, não porque precisamos, mas porque precisamos mostrar aos outros que somos melhores, que somos felizes, que somos bem sucedidos. Estes são os valores do mundo.

O alerta dos dois é bem claro: quem quer ser amigo do mundo faz-se (ação própria e voluntária) inimigo de Deus, se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele, como água que não se mistura naturalmente com o óleo, o amor de Deus vai sendo expulso do coração da pessoa que prefere amar os prazeres dessa vida.

Certa vez ouvi de um pastor muito sábio que um cristão verdadeiro não tem como desenvolver relacionamentos profundos, íntimos, com quem não é cristão, pois não há como a luz ter comunhão com as trevas (2 Coríntios 6:14), palavras de Paulo usadas para o relacionamento conjugal entre um crente e um incrédulo, mas que na verdade não é algo taxativo, numerus clausus, e sim exemplificativo, como o relacionamento mais íntimo que alguém pode ter, sem prejuízo de outros que também requerem ou ensejam intimidade e companheirismo (compartir, partir o pão junto), como uma amizade profunda ou até mesmo uma sociedade empresária.

A minha oração hoje é para que Deus nos dê sabedoria e discernimento para avaliarmos bem os tipos de valores que estamos abraçando, o tipo de relacionamento que desejamos ter e que de fato estamos construindo, seja de que tipo for, se será agradável a Deus, ou o contrário, agradando ao mundo, pois ambos não possuem comum acordo.

Deus nos abençoe.

Até quando

E enviou mensageiros à sua frente. Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; mas o povo dali não o recebeu porque se notava em seu semblante que ele ia para Jerusalém.
Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: “Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?”
Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu, dizendo: “Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los”; e foram para outro povoado. – Lucas 9:52-56

Injustiças. Perseguições. Humilhações.

Muitas coisas nos acontecem todos os dias que nos trazem profundo desconforto e constrangimento, causam revolta e nos fazem olhar para os céus e dizer “até quando, Deus”, como o profeta Habacuque (capítulo 1), cansados que estamos das lutas diárias, das aflições, das tribulações, de ver o mau prosperar, o ímpio se dar bem, de ouvir que o mundo é dos espertos.

É, talvez seja mesmo…

O mundo enquanto sistema de valores que passam longe de Deus, negando-o diuturnamente, este pertence aos “espertos”, homens de coração duro e mente imoral, que não se cansam de burlar toda espécie de lei e mandamento ético/moral.

Hoje, por exemplo, veio à minha mente o pensamento de Tiago e João de mandar descer fogo do céu sobre um motoqueiro (sempre eles!) que, ultrapassando ilegalmente pela direita enquanto eu estacionava meu carro, acabou por bater o retrovisor de sua moto no do meu carro, e, pior, veio tirar satisfação como se eu estivesse errado, que realmente não era o caso (se fosse, como poderia ter sido, eu não tenho problema nenhum em admitir, ninguém é perfeito 100% do tempo).

De fato, suas palavras quando o confrontei que ele não deveria ultrapassar pela direita pois era errado e ilegal foram “mas todo mundo faz!”, o que não deixa de ser verdade, infelizmente, e reflete o padrão moral do brasileiro médio, que leva às últimas consequências a lei de Gérson onde importa apenas “se dar bem”, custe o que custar, doa a quem doer.

Mas esse não deve ser o nosso padrão, de quem crê e professa ser um filho de Deus.

As palavras de Jesus são bem claras: vocês não sabem de que espécie de espírito são, ou seja, não somos do espírito do mundo, não pertencemos ao espírito do tempo presente, mas somos casa do Espírito Santo de Deus que deve necessariamente dominar nossas emoções e reações, mudando nossa forma de pensar, falar, nos levando a não pagar na mesma moeda, não tornar mal por mal, mas se necessário for, oferecer até a outra face (Mateus 5:39) quando sofrermos uma injustiça, até porque, convenhamos, se esperássemos de Deus tratamento 100% justo 100% do tempo, seríamos (eu pelo menos) um dos primeiros a ser fulminado por um raio por minhas próprias transgressões.

Jesus não veio para destruir, e nós muito menos. Infelizmente muitas vezes, quando não há solução aparente para a injustiça e para o mal (e não estou aqui de modo algum pregando o absenteísmo ou a conivência com a desigualdade, ou ignorar sem protestar a falta de amor ao próximo e respeito à lei), nos resta “apenas” clamar aos céus para que Deus perdoe os seus pecados pois não sabem o que fazem – nós sabemos e ainda assim erramos, e muito – e tenha misericórdia, de nós e deles também. Mas esse “apenas” faz muita diferença (Tiago 5:16).

Deus nos abençoe.

Apocalipse, felicidade e desafio

Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo. – Apocalipse 1:3

Começando a ler novamente o livro de Apocalipse, que por tanto tempo tive medo, por tanto tempo ignorei completamente o seu conteúdo maravilhoso, embora de difícil compreensão, me senti privilegiado por ser um dos chamados felizes por ler as palavras dessa profecia, e por que feliz?

Porque o Apocalipse fala de boas notícias, do retorno do meu Senhor e Salvador Jesus Cristo para buscar a sua igreja, da qual faço parte, para habitar nas moradas celestiais que hoje Ele se encontra preparando para nós vivermos eternamente ao lado do Pai.

É um livro que traz severos avisos para a igreja permanecer vigilante num mundo que caminha a passos largos para o inferno e está fadado a morrer em trevas e sofrimento, terrível notícia para quem está se perdendo, é verdade, embora alegria para os que se salvam, ao mesmo tempo que é um estímulo para que nós que conhecemos esta verdade proclamemos a todos que conhecemos que Jesus Cristo é a resposta, o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vai ao Pai senão por meio dEle, conforme suas próprias palavras.

Mas a Palavra é ao mesmo tempo dura e clara, somente são felizes os que em primeiro lugar leem, ou seja, tomam conhecimento do que ela trata, ouvem, ou seja, prestam atenção, não são displicentes no trato com a Palavra, e por fim guardam o que nela está escrito, obedecendo, meditando, alimentando-se e sendo transformados pelo Espírito Santo que age por meio de sua Palavra. Não adianta lermos e não ouvirmos, sermos surdos à voz de Deus que fala, ou ainda ouvirmos e não praticarmos, desobedecermos a sua vontade que é boa, agradável e perfeita.

Finalmente, o que me dá ainda mais alegria e esperança ao ler esse livro é que João, seu autor, diz que o tempo do fim, do retorno de Cristo, da salvação da Igreja, do encontro com o Pai, de não haver mais choro, nem dor, nem tristeza, nem sofrimento, somente paz, está próximo, e se já estava próximo há 1900 anos quando ele escreveu esse livro, hoje está ainda mais, e o tempo não poderia ser mais propício para a volta de Jesus, terminando de cumprir por completo esse livro de profecias, como já o fez com todas as demais profecias a seu respeito contidas no antigo testamento.

Anticristãos

Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.
Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus.
Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. – 1 João 4:1-3

Vivemos num mundo onde há uma pluralidade de religiões e credos, entre os quais o cristianismo, do meio do qual proliferam milhares de igrejas e seitas que dizem seguir a Jesus, afirmam carregar sua verdade, obedecer suas palavras e viver conforme Ele mesmo viveu e pregou.

Esse texto de João, pra mim, representa mais além do que o mero combate à heresia do gnosticismo que afirmava que Jesus era um ser angelical que teria vindo apenas em espírito ou em forma incorpórea.

Na verdade, trazendo para os nossos dias poderíamos certamente utilizar o mesmo parâmetro de João para vermos se alguém que se diz cristão é de fato um, e mais, se um líder religioso de uma igreja que se chama cristã faz por merecer esse rótulo, que é se ele prega a Jesus, Jesus encarnado, crucificado e ressurreto.

Sim, porque infelizmente muitos hoje falam de Jesus, mas de que espécie de Jesus estão falando? João foi o melhor amigo de Jesus, então quando ele falava do Mestre, ele tinha respaldo. Que autoridade têm esses que hoje mencionam o santo nome do Senhor?

Será que falam do Jesus carpinteiro que nasceu de uma virgem em uma cidade esquecida, homem de dores conforme as profecias antigas afirmaram que seria, alguém que viveu uma vida dura e de privações, acostumado desde cedo a conviver com a escória da sociedade, ou será que apenas fazem uma vaga referência a Jesus como rei, como vitorioso, enquanto prometem sucesso e prosperidade, e uma abundância de bençãos que têm de vir necessariamente vestidas de ouro e riquezas, tornando Jesus em mais um gênio da lâmpada?

Vejam bem o alerta de João, o mesmo que disse ontem que aquele que não confessa a Jesus não procede de Deus continua sendo válido hoje, mesmo dentro de igrejas que digam que Jesus Cristo é o Senhor, pois esse jargão “evangélico” pode colar em marketing religioso e placa de edifício, mas se não corresponder à realidade do coração do homem que lidera esse tipo de movimento, serve mais para afastar o ser humano de seu Criador, presta um desserviço ao Mestre que deveria servir e promover.

Seguindo a Jesus de perto ou de longe

E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco.  Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós. – Lucas 9:49-50

Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha. – Mateus 12:30

Esses dois textos podem, à primeira vista e sem darmos a devida atenção ao contexto, parecerem contraditórios. Mas essa impressão não poderia estar mais afastada da realidade.

Vejamos que aqui acontecem duas situações completamente diferentes e que ensejam respostas diferentes de Jesus.No primeiro caso, os discípulos de Jesus, não coincidentemente liderados por João, a quem Jesus amava, seu melhor amigo, chegam ao mestre e lhe dizem que viram alguém expulsando demônios em nome de Jesus e o repreenderam pois ele não estava contado entre aqueles que “oficialmente”, “formalmente” seguiam ao Mestre.

É curioso que parece-me um pouco como crianças querendo dedurar aos pais os seus irmãos por alguma malcriação pensando elas que agindo dessa forma terão algum ponto positivo, alguma vantagem, que o amor de seu Pai por elas será maior.

No segundo caso, Jesus dá uma dura resposta aos fariseus e outros líderes religiosos que afirmavam que Ele expulsava os demônios por se tratar do maioral dos demônios, o que era uma blasfêmia e não fazia o menor sentido.

Aqui vemos tanto os discípulos de Jesus quanto os fariseus agarrando-se a uma pretensa posição de hierarquia exclusivista, como se fossem os portadores únicos da mensagem de Deus, ou detentores da chave do céu.

Jesus então lhes ensina uma lição que serve a nós ainda hoje, de que fé em Deus significa não apenas acreditar que Ele existe e ficar por isso mesmo, mas ter unidade de pensamento, comunhão e intimidade a ponto de ser identificado com Ele por meio de seu Filho ainda que a pessoa não esteja formalmente ligado a um ministério, a uma igreja, a uma denominação, e, por outro lado, que nem todos aqueles que se dizem religiosos, que até caminham ao lado de Jesus, estão verdadeiramente com Ele, são verdadeiramente seus discípulos, que o diga os fariseus que também seguiam a Cristo, embora com a intenção de tentar pegá-lo em alguma falta, e o próprio Judas que o traiu.

Que esse pensamento seja o nosso pensamento hoje, meditarmos se estamos próximos do Mestre em unidade de mente e espírito mais do que meramente estarmos congregando em um espaço físico de pessoas que se dizem seguidoras de Jesus, ou se, mesmo próximos fisicamente, geograficamente se isso é possível, não faltarmos uma reunião, culto, missa, se isso tem significado a nossa comunhão genuína com Deus e com nossos irmãos.

Deus nos abençoe.

No entanto…

No entanto Deus me chamou a atenção para uma coisa que eu estou matutando aqui na minha cabeça…

Tem uma passagem que Jesus fala à mulher no poço de Jacó, muito interessante:

João 4

20 – Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
21 – Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
23 – Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24 – Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
Deus me tocou que mesmo alguns daqueles cumprindo aquele ritual burocrático que teve hoje no “culto ecumênico” podem estar adorando Ele em espírito e em verdade e que não seria o meu julgamento de valor que iria dizer que não…

Por outro lado também me senti perturbado pelo sentimento de que Jesus estava dizendo aquelas palavras pra mim “Não é na Jerusalém da Igreja Batista da Graça”, “nem no monte da Igreja Católica”, mas é fora delas… de certa maneira a um tempo tenho tido um sentimento de quebra de amarras, tipo, no sentido de desburocratizar minha adoração a Deus, meu sentimento de amor ao Pai, de chegar com coragem ao trono da graça para receber de Deus seu amor, seu poder, suas misericórdias, seu perdão e prestar um louvor que Ele merece, sem prés-condições ou pre-formatação… é algo que eu tou digerindo ainda…

Não estou sugerindo aqui que a Igreja Católica está certa, muito ao contrário, nem que as Igrejas Batistas (falo batista porque é minha corrente denominacional) estão erradas, também muito ao contrário (até porque senão eu não teria escolhido por vontade própria ser batista – só abrindo um parênteses meu pai é da Assembléia de Deus e minha mãe da Presbiteriana, ou seja, escolhi estar onde estou por discernimento pessoal, apesar de nada contra essas duas outras denominações, pelas quais, aliás, tenho um grande amor – fecha parênteses)… mas que Deus quer que todos e qualquer um o adorem da unica maneira que Ele merece ser adorado e aceita a adoração, que é em espírito e em verdade, o que de fato não é sempre que acontece comigo e isso me deixa profundamente triste… que bom que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, e que se renovam a cada manhã, porque todo dia tenho a oportunidade de rever meu relacionamento com Deus, e me posicionar em atitude de verdadeira adoração.

Aba Pai.