Anticristãos

Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.
Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus.
Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. – 1 João 4:1-3

Vivemos num mundo onde há uma pluralidade de religiões e credos, entre os quais o cristianismo, do meio do qual proliferam milhares de igrejas e seitas que dizem seguir a Jesus, afirmam carregar sua verdade, obedecer suas palavras e viver conforme Ele mesmo viveu e pregou.

Esse texto de João, pra mim, representa mais além do que o mero combate à heresia do gnosticismo que afirmava que Jesus era um ser angelical que teria vindo apenas em espírito ou em forma incorpórea.

Na verdade, trazendo para os nossos dias poderíamos certamente utilizar o mesmo parâmetro de João para vermos se alguém que se diz cristão é de fato um, e mais, se um líder religioso de uma igreja que se chama cristã faz por merecer esse rótulo, que é se ele prega a Jesus, Jesus encarnado, crucificado e ressurreto.

Sim, porque infelizmente muitos hoje falam de Jesus, mas de que espécie de Jesus estão falando? João foi o melhor amigo de Jesus, então quando ele falava do Mestre, ele tinha respaldo. Que autoridade têm esses que hoje mencionam o santo nome do Senhor?

Será que falam do Jesus carpinteiro que nasceu de uma virgem em uma cidade esquecida, homem de dores conforme as profecias antigas afirmaram que seria, alguém que viveu uma vida dura e de privações, acostumado desde cedo a conviver com a escória da sociedade, ou será que apenas fazem uma vaga referência a Jesus como rei, como vitorioso, enquanto prometem sucesso e prosperidade, e uma abundância de bençãos que têm de vir necessariamente vestidas de ouro e riquezas, tornando Jesus em mais um gênio da lâmpada?

Vejam bem o alerta de João, o mesmo que disse ontem que aquele que não confessa a Jesus não procede de Deus continua sendo válido hoje, mesmo dentro de igrejas que digam que Jesus Cristo é o Senhor, pois esse jargão “evangélico” pode colar em marketing religioso e placa de edifício, mas se não corresponder à realidade do coração do homem que lidera esse tipo de movimento, serve mais para afastar o ser humano de seu Criador, presta um desserviço ao Mestre que deveria servir e promover.

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