Pessach

Eis que, quando nós entrarmos na terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai.
Será, pois, que qualquer que sair fora da porta da tua casa, o seu sangue será sobre a sua cabeça, e nós seremos inocentes; mas qualquer que estiver contigo, em casa, o seu sangue seja sobre a nossa cabeça, se alguém nele puser mão.
Porém, se tu denunciares este nosso negócio, seremos desobrigados do juramento que nos fizeste jurar.
E ela disse: Conforme as vossas palavras, assim seja. Então os despediu; e eles se foram; e ela atou o cordão de escarlata à janela. – Josué 2:18-21

Páscoa origina-se do “pessach” judaico, celebração da libertação do povo hebreu da escravidão do Egito por Jeová, onde um cordeiro fora imolado e seu sangue espargido nos umbrais de cada porta por onde passaria o anjo da morte que daria cabo da 10ª praga, a matança dos primogênitos, matança que permitiu finalmente o povo ser despedido após a dor chegar na casa do próprio faraó.

Assim como no “pessach” o anjo passaria por sobre a casa marcada pelo sangue, também o exército de Israel passou ao largo da casa de Raabe que resolveu confiar em um Deus que não conhecia pessoalmente, pois sua cidade, Jericó, adorava os deuses dos cananeus, confiar em um Deus estrangeiro, desconhecido senão por ter livrado um povo que escolheu como seu do faraó do Egito, um mero homem que se auto-intitulava deus, um Deus que abriu o mar Vermelho e controlava as forças da natureza pois Ele mesmo as criara. Que deus seria então como o Deus de Israel?

Muitos anos depois outro cordeiro seria imolado, por causa de seu sangue então o anjo da morte novamente passa ao lado sem tocar naqueles por ele marcados. O sangue do cordeiro pascoal, Jesus Cristo, Filho do Deus altíssimo, é o preço pago em nosso resgate, lavou-nos do pecado e selou-nos como povo de propriedade exclusiva do Pai.

Uma vez na história um povo foi liberto pelo sangue, outra vez a história de repete, dessa vez de forma definitiva, não apenas o povo de Israel mas um povo que se chama pelo nome do Senhor, uma igreja formada de homens e mulheres imperfeitos, pecadores chamados para serem santos, separados de todos os povos, tribos, línguas e nações.

Faça como o povo de Israel no Egito, aceite o sangue do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo em sua vida. Como Raabe, confie em um Deus que talvez você não conheça direito, alguém de quem você apenas ouviu falar, sabendo que Ele foi fiel para aquele povo, para aquelas pessoas, e permanecerá sendo fiel a nós também.

Faça isso hoje. Que a “pessach” também signifique passagem para você hoje, a passagem de uma vida de escravo do pecado, para filho liberto, de alguém sem esperança vivendo num mundo vazio e corrompido, para um novo homem que foi adotado pelo próprio Deus, o Deus que ofereceu seu Filho na cruz do Calvário por mim e por você.
Deus nos abençoe.

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