Meditação semanal – disciplina

E já esqueceram completamente as palavras animadoras que Deus falou a vocês, que são seus filhos?
Ele disse: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor. Não fique desanimado quando ele repreender você. Pois o Senhor corrige a quem ama, e açoita todo aquele que aceita como filho”.
Permitam que Deus eduque vocês, pois ele está fazendo o que qualquer pai amoroso faz com seus filhos. Pois quem já ouviu falar de um filho que nunca foi corrigido pelo seu pai?
Se Deus não os castiga quando é preciso, como outros pais castigam seus filhos, então isso significa que, na verdade, vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos.
Visto que nós respeitamos os nossos pais aqui na terra, que nos corrigiam, não devemos com muito maior satisfação nos submeter à educação do Pai dos espíritos, a fim de que possamos realmente começar a viver?
Nossos pais terrenos nos disciplinaram por pouco tempo, fazendo por nós o melhor que eles sabiam fazer, porém a correção de Deus é sempre boa e para o nosso bem, a fim de podermos participar da sua santidade.
Não é nada agradável ser corrigido; na hora em que está acontecendo, ela causa tristeza. Mas depois podemos ver que produz fruto de justiça e paz, para aqueles que pela correção foram exercitados. – Hebreus 12:5-11

O texto que trago para nossa meditação esta semana é sobre a disciplina. Não vou me estender em debates teológicos nem pontos de vista sobre o que seria a disciplina de Deus, suas nuances, suas conotações, vou apenas nos lembrar, como o autor bíblico faz, da comparação entre a disciplina de Deus e a disciplina que recebemos de nossos pais, um sinal não de desprezo, não de violência (descontando-se eventuais excessos dos últimos), mas de amor.

A disciplina nesse contexto serve para produzir em nós, a lembrança da nossa condição de filhos, da nossa filiação, pois conforme o texto, quem não é disciplinado em algum momento pelo Pai, deve se questionar se de fato é filho, pois Deus, em semelhança a nós (melhor seria o contrário), castiga, disciplina, educa seus filhos. E só seus filhos. Isso não deve gerar tristeza ou revolta em nosso coração, nem inveja dos “outros”, tipo “sendo assim, não quero ser filho”, já que isso é sinal de que se importa conosco!

Em segundo lugar, a disciplina serve para nos lembrar mais do que a nossa condição de filhos, mas que Deus, nosso Pai, nos ama. Disciplina não é sinal de ódio, mas de amor. Deus não é um pai ruim quando nos castiga, pelo contrário, Ele nos castiga porque nos ama e deseja nosso bem, deseja nos fazer retornar de um caminho que leva à morte e perdição, para O caminho de vida e salvação.

Em terceiro lugar, a disciplina aponta para o futuro e não para o agora. Isso é importante porque o próprio texto deixa claro que passar pelo processo de disciplina implica necessariamente em dor momentânea. Podemos não entender ou reconhecer especificamente porque passamos pela disciplina, mas temos a certeza e a esperança de que ao final ela produz o nosso bem, nosso amadurecimento, aperfeiçoamento do nosso caráter, nossa educação em Cristo, nossa santidade conforme a sua imagem e semelhança, retornando a nossa honra e qualidade original de criação e de filhos que o pecado terá tentando macular.

Em quarto e último lugar, a disciplina produz em nós e para nós, ou seja, em nosso favor, fruto de justiça e de paz. Na verdade, a disciplina do Senhor produz em nós o fruto do seu Espírito, que é a marca de seu caráter em nosso caráter, a marca da sua mente em nossa mente, a marca do seu coração em nosso coração. A disciplina é o caminho natural e necessário para tornar o cristão cada vez mais parecido com seu Senhor.

A minha oração é para que recebamos com humildade de coração a disciplina do Senhor, além de paciência e perseverança, para que possamos ser aprovados e recebidos pelo Pai como filhos queridos e amados que somos.

Deus nos abençoe.

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